SILENZIUM: CONFIRA VERSÕES CLÁSSICAS PARA MÚSICAS DE METAL

terça-feira, dezembro 18, 2012
Confira abaixo uma compilação de covers já realizados pela banda russa SILENZIUM. A banda é formada por um quarteto de cordas clássico com uma bateria e um contrabaixo, e realiza vários covers de músicas de metal, com arranjos para os instrumentos eruditos.



Confira a matéria completa: http://whiplash.net/materias/curiosidades/130528-rammstein.html

Fonte: Whiplash

HEAVY METAL: CLÁSSICOS EM INCRÍVEIS VERSÕES PARA HARPA

terça-feira, dezembro 18, 2012
O trabalho de Jonathan Faganello é impressionante. E, sim, ele é brasileiro. :-)



Confira matéria completa: http://whiplash.net/materias/curiosidades/123714-ironmaiden.html

Fonte: Whiplash

BIOGRAFIA

terça-feira, dezembro 18, 2012
 Em 1984 foi criada na Finlândia, mais especificamente na cidade de Helsinki (famosa por ser a origem de muitas bandas de heavy metal), a banda Black Water. Formada por 3 amantes de Black Sabbath: Tuomo Lassila, baterista e vocalista; John Vihervä, baixista e Staffan Stråhlman, guitarrista.

A banda iniciante começou fazendo apresentações de cover de outras bandas mais famosas, principalmente do Black Sabbath, da qual retiravam inspiração para suas primeiras canções e riffs próprios. John Vihervä deixou a banda. Seu lugar foi ocupado pelo desconhecido Jyrki Lentonen.

No ano seguinte, a banda adota o nome que iria imortalizar, Stratovarius, que segundo Tuomo Lassila é uma mistura do modelo Stratocaster da Fender com a famosíssima marca de violinos Stradivarius. Ao mesmo tempo ocorre a troca do guitarrista com a saída de Staffan e entrada Timo Tolkki. Ele passou a ocupar também o cargo de vocalista, já que Tuomo estava sofrendo para tocar bateria e ainda cantar. Tolkki trouxe também a banda uma influência de música clássica e heavy metal melódico, que na época era uma coisa nova.

A banda fez algumas demos que foram enviadas a várias gravadoras na Finlândia, e a CBS Finland os procurou para um contrato. Um novo tecladista de nome Antti Ikonen entrou para o grupo e com essa formação o Stratovarius gravou o seu primeiro single com "Future Shock" e "Witch Hunt", em 1988. Em 1989 outro single denominado "Black Night" e "Night Screamer", e finalmente, o álbum de estreia Fright Night.

O baixista Jyrki Lentonen deixa a banda dando lugar a Jari Behm e em 1990 novo material era escrito. Porém a CBS já não tinha interesse em lançar o novo material, o que forçou o Stratovarius a financiar as suas próprias gravações sem nenhum contrato. Desta maneira foi lançado Stratovarius II, no início de 1992, na Finlândia.

Muitas fitas foram enviadas pelo mundo todo, e a Shark Records quis assinar com a banda, depois de escutar a canção "Hands of Time". Stratovarius II foi lançado com uma nova capa e um novo nome, Twilight Time, no fim de 1992 em toda a Europa e Japão.

O terceiro álbum, Dreamspace, teve lançamento mundial no início de 1994, e já contava com a presença de Jari Kainulainen como baixista. Foram feitos, neste ano, concertos em Tokio, Osaka e Nagoya.

Novo material foi escrito na primavera de 1994 e a banda entrou em estúdio. Então Timo Tolkki decidiu que seus dias de cantor estavam acabados e que banda precisava procurar um novo vocalista. Timo Kotipelto recebeu um telefonema de Timo Tolkki e após uma audição, torna-se o vocalista do Stratovarius.

A nova fase de Timo pode ser ouvida no quarto lançamento da banda, Fourth Dimension. A banda fez uma turnê tocando em shows por toda a Alemanha, Suíça, Países Baixos, Finlândia, Grécia e Japão. Após todas essas turnês, Tuomo Lassila e Antti Ikonen, os membros de mais tempo na banda quiseram sair, pois não podiam tocar o material desenvolvido por Timo Tolkki. Entraram então para substituí-los o novo baterista Jörg Michael, da Alemanha, que anteriormente tocara com o Running Wild e Mekong Delta e o novo tecladista Jens Johansson, que tocara com Dio e Yngwie Malmsteen.

Foi lançado, então, o quinto álbum da banda, Episode. Pela primeira vez um coro de 40 cantores e uma orquestra de 20 instrumentos de corda foram usados.

Em 1997 a banda lançou um novo disco, Visions. A tour foi grande e englobou vários países, como EUA, Dinamarca, Grécia, Japão, Alemanha, Finlândia, Suíça, Suécia, Inglaterra e Brasil. Desta tour saiu Visions of Europe, que se trata de um CD duplo ao vivo, e traz músicas antigas mescladas às que foram sucesso absoluto do álbum Visions.

Em 1998 a banda lança seu sétimo trabalho, Destiny.

Em 2000, vem o novo álbum, o Infinite, seguindo o caminho trilhado por Destiny. Agora, a temática do disco se fecha em temas sobre o universo e a grandeza do cosmos. Quanto às músicas, apresentam uma maior participação do tecladista Jens Johansson na composição. Traz um novo single, "Hunting High And Low", seguido de um clip, e turnês, passando novamente pelo Brasil.

No ano de 2001, fora lançado o disco Intermission, desta vez sem músicas inéditas, apenas faixas bônus de discos previamente lançados (muitas delas antes apenas disponíveis em singles), alguns covers, entre eles "Bloodstone" do Judas Priest e "I Surrender", do Rainbow.

Vem o ano de 2003 em que o Stratovarius lança dois novos álbuns, Elements, Pt. 1 e Elements, Pt. 2, além do single "Eagleheart", seguido de um clipe.

Entre 2004 e o começo de 2005 foram tempos turbulentos para o Stratovarius. O líder da banda Timo Tolkki (guitarrista), sofre de problemas mentais, por causa desta doença toma atitudes estranhas e acaba gerando uma grande confusão, expulsando membros, contratando uma vocalista feminina e dando declarações místicas banhadas em sangue. Após tratamento e com pedidos de desculpas de Tolkki pelos atos durante o tempo de insanidade, Kotipelto voltou para a banda, junto com Jörg.

Apesar do clima tenso, com a banda reunida, foi produzido o décimo terceiro álbum de estúdio, homônimo, em 2005. Um álbum com sonoridade diferente, sem o pedal duplo de sempre, e com os gritos agudos de Kotipelto não tão abundantes quanto antes.

Após as gravações terminarem, o baixista Jari Kainulainen resolveu sair da banda, por razões pessoais. Foi substituído por Lauri Porra, baixista que já havia tocado com Timo Kotipelto em seu álbum solo.

Dia 2 de abril de 2008, Timo Tolkki anunciou o fim da banda.

As tensões internas dentro da banda foram mencionadas como a causa, dizendo que Lauri Porra e Jens Johansson eram seus únicos suportes, Jörg Michael estava centrado mais sobre seu session work, e Kotipelto era melhor com a sua banda solo. A banda estava planejando lançar um álbum novo de estúdio, com iniciais R....R.... em 2008. Tolkki lança o álbum solo dele em junho de 2008, formado por uma banda nova, chamada "Revolution Renaissance".

Os integrantes prometeram retornar com um novo álbum de estúdio em 2009, o primeiro anúncio oficial desde a saída do guitarrista e principal compositor Timo Tolkki.

O Stratovarius recrutou, em 2008, o guitarrista finlandês Matias Kupiainen, de apenas 25 anos.

Em 2009, o Stratovarius confirmou datas em festivais. Também lançou outro álbum de estúdio, Polaris, em maio de 2009, o primeiro álbum desde a saída do guitarrista e compositor Timo Tolkki.

Em janeiro de 2011, Stratovarius lançou o segundo álbum com a formação atual da banda e o décimo terceiro de estúdio, o Elysium, que possui destaque por possuir belíssimas melodias em suas letras, sem perder seu tradicional power metal caracterizador da banda. O álbum foi muito bem recebido no cenário do metal, sendo um dos destaques temáticos do ano.

Junto com o lançamento de "Elysium", a banda sai em turnê mundial com a banda Helloween, sendo assim uma turnê de destaque, por manter duas bandas criadoras e de destaque no gênero musical. Junto da turnê mundial, também é lançado o primeiro clipe em relação ao recente álbum de estúdio: "Under Flaming Skies", que mostra a banda em atuação durante uma apresentação da turnê. O clipe é uma dedicatória ao baterista Jörg Michael, um dos ícones da banda e do Power Metal, que iria deixar a banda neste ano.

No dia 15 de Setembro de 2011, a banda anunciou a saída do baterista Jörg Michael por motivos de saúde e pessoais. Ele continuaria em atividade com o Stratovarius até 2012.

Foi realizada uma pequena turnê para despedida do baterista pela Finlândia, e algumas apresentações na América do Sul. Durante a turnê foi anunciado que um DVD apresentando a banda em atividade seria gravado marcando a etapa (15 anos) na banda. Foi feita uma votação para que os próprios fãs escolhessem o nome do DVD. A gravação ao vivo foi feita em Tampere, Finlândia, e e foi lançado dia 29 de junho de 2011 pela EAR Music.
Após a saída de Jörg Michael, foi aberto um processo de seleção para a escolha de um novo baterista. Em junho de 2012, foi anunciado o novo baterista ao line-up: Rolf Pilve, com 24 anos. 

Junto com Pilve, lançaram o álbum "Nemesis" em fevereiro de 2013. No mesmo ano, foi lançado um CD+DVD chamado "Nemesis Days", com um documentário e cenas gravadas de shows da turnê. Em agosto de 2014, a banda anunciou que iriam fazer alguns show dedicados ao álbum "Visions", onde tocariam o álbum na íntegra.

Em setembro de 2015, foi lançado o décimo quinto álbum do Stratovarius, intitulado "Eternal".

DISCOGRAFIA

terça-feira, dezembro 18, 2012

1. Future Shock     
2. False Messiah      
3. Black Night      
4. Witch-Hunt      
5. Firedance      
6. Fright Night      
7. Night Screamer      
8. Darkness      
9. Goodbye      

Lançamento: 1989







1. Break the Ice      
2. The Hands of Time      
3. Madness Strikes at Midnight      
4. Metal Frenzy      
5. Twilight Time      
6. The Hills Have Eyes  
7. Out of the Shadows      
8. Lead Us Into the Light 

Lançamento: 1992








1. Chasing Shadows      
2. 4th Reich      
3. Eyes of the World  
4. Hold on to Your Dream      
5. Magic Carpet Ride      
6. We Are the Future      
7. Tears of Ice      
8. Dreamspace      
9. Reign in Terror      
10. Thin Ice      
11. Atlantis      
12. Abyss      
13. Shattered      
14. Wings of Tomorrow      
15. Full Moon (bônus no Japão)

                                                               Lançamento: 1994

                                                                          

1. Against the Wind
2. Distant Skies      
3. Galaxies      
4. Winter      
5. Stratovarius      
6. Lord of the Wasteland      
7. 030366      
8. Nightfall      
9. We Hold the Key      
10. Twilight Symphony      
11. Call of the Wilderness 

Lançamento: 1995





1. Father Time      
2. Will the Sun Rise?
3. Eternity      
4. Episode      
5. Speed of Light      
6. Uncertainty  
7. Season of Change
8. Stratosphere
9. Babylon      
10. Tomorrow      
11. Night Time Eclipse      
12. Forever      
13. When the Night Meets the Day

Lançamento: 1996


1. The Kiss of Judas
2. Black Diamond
3. Forever Free      
4. Before the Winter      
5. Legions      
6. The Abyss of Your Eyes      
7. Holy Light (Instrumental)      
8. Paradise      
9. Coming Home
10. Visions (Southern Cross) 

Lançamento: 1997







1. Destiny      
2. S.O.S.      
3. No Turning Back
4. 4000 Rainy Nights
5. Rebel      
6. Years Go By      
7. Playing with Fire
8. Venus in the Morning      
9. Anthem of the World 

Lançamento: 1998







1. Hunting High and Low      
2. Millennium      
3. Mother Gaia      
4. Phoenix      
5. Glory of the World      
6. A Million Light Years Away      
7. Freedom      
8. Infinity      
9. Celestial Dream 

Lançamento: 2000







1. Eagleheart      
2. Soul of a Vagabond      
3. Find Your Own Voice      
4. Fantasia      
5. Learning to Fly      
6. Papillon      
7. Stratofortress (Instrumental)      
8. Elements      
9. A Drop in the Ocean" 

Lançamento: 2003







1. Alpha & Omega      
2. I Walk to My Own Song      
3. I'm Still Alive      
4. Season of Faith's Perfection      
5. Awaken the Giant      
6. Know the Difference      
7. Luminous      
8. Dreamweaver      
9. Liberty 

Lançamento: 2003







1. Maniac Dance      
2. Fight!!!      
3. Just Carry On      
4. Back to Madness      
5. Gypsy in Me      
6. Götterdämmerung (Zenith of Power)    
7. The Land of Ice and Snow      
8. Leave the Tribe
9. United 

Lançamento: 2005







1. Deep Unknown            
2. Falling Star            
3. King Of Nothing            
4. Blind            
5. Winter Skies            
6. Forever Is Today            
7. Higher We Go            
8. Somehow Precious            
9. Emancipation Suite: I Dusk            
10. Emancipation Suite: II Dawn            
11. When Mountains Fall

Lançamento: 2009





1. Darkest Hours
2. Under Flaming Skies
3. Infernal Maze    
4. Fairness Justified
5. The Game Never Ends
6. Lifetime in a Moment
7. Move the Mountain
8. Event Horizon
9. Elysium

Lançamento: 2011







1. Abandon                
2. Unbreakable                
3. Stand My Ground                
4. Halcyon Days                
5. Fantasy                
6. Out of the Fog                
7. Castles in the Air                
8. Dragons                
9. One Must Fall                
10. If the Story Is Over                
11. Nemesis

Lançamento: 2013


STRATOVARIUS: OUÇA A NOVA FAIXA "UNBREAKABLE"

segunda-feira, dezembro 17, 2012
O STRATOVARIUS definiu a data de seu mais novo lançamento, "Nemesis", para o dia 22 de fevereiro de 2013. A faixa "Unbreakable", que será lançada também em forma de EP, no dia 25 de janeiro, pode ser conferida abaixo.



Fonte: Whiplash

SYMFONIA - BLACKMORE BAR, SÃO PAULO 2011

sábado, dezembro 08, 2012
Após toda a euforia causada pelo anúncio da formação do super grupo composto de membros que passaram por Stratovarius, Helloween, Masterplan, Gamma Ray, Sonata Arctica, Angra e Shaman, bem como o lançamento do esperado álbum de estreia, eis que o SYMFONIA pousou em nosso país para uma turnê que passou pela capital paulista. A banda é formada atualmente por Andre Matos (vocal), Timo Tolkki (guitarra e vocais), Jari Kainulainen (baixo), Mikko Härkin (teclados) e o estreante Alex Landenburg (ex-At Vance), substituindo Uli Kuschi.

Texto e fotos: Durr Campos

A noite extremamente fria na cidade parecia não intimidar os fãs haja vista a grande fila que se formava na entrada do Blackmore Rock Bar, que abrigou o evento de última hora devido aos imprevistos ocorridos na produção, os quais alteraram a data inicial – dia 02 de agosto – e local. Algumas pessoas deixaram para comprar o ingresso na hora, mas não houve qualquer tumulto. Muito pelo contrário, pois mesmo com um considerável atraso na abertura da casa, o que se via eram admiradores do SYMFONIA cantando canções do grupo e de suas bandas anteriores.
Por volta das 21h a atração de abertura, a banda gaúcha TIERRAMYSTICA iniciou seu set. De cara percebemos que o Prog Metal melódico praticado por eles não é meramente uma cópia dos grandes nomes do estilo. Personalidade, ritmos folclóricos peruanos (pelo uso de flautas pan) e boa presença fizeram a festa do pessoal ávido por aquele Metal mais veloz e bombástico. O vocalista principal, Gui Antonioli, possui um belo timbre e se comunicou muito bem com a plateia. Destaque para as inspiradas canções “Winds of Hope” e “Spiritual Song”.
Breve pausa para alguns ajustes no palco e, às 23h, o quinteto brasileiro/finlandês/alemão surge provocando aplausos e gritos. De cara mandam os riffs iniciais de “Come By The Hills”, um dos grandes destaques do disco In Paradisum, lançado no começo do ano. Esta é uma típica canção de Timo Tolkki e não seria exagero algum dizer que ela poderia estar facilmente em qualquer álbum do Stratovarius. O mesmo pode ser dito da seguinte, “Forevermore”, com seu refrão daqueles de cantar junto. E foi o que aconteceu após o chamado de Andre Matos. Boa execução, apesar de a guitarra ter apresentado certo chiado. Por vezes percebia-se ainda o baterista pedindo retorno. Enfim, detalhes técnicos que não comprometeram a força das composições.
Andre então fala que, apesar da banda não querer viver do passado dos seus integrantes, gostariam de prestar um tributo a elas. “Acreditamos na música que estamos fazendo juntos e isso é o que importa”, disse, para emendar com a clássica “4th Reich”, do álbum Dreamspace da ex-banda de Timo Tolkki. E querem saber de uma coisa? Ficou tão boa quanto à versão gravada pelo Stratovarius em 1994, época em que o próprio Tolkki ainda acumulava o posto de vocalista. Com os ânimos em alta, “Rhapsody in Black” (outra do In Paradisum) foi a próxima. Sua letra é bem interessante e o início lembra um pouco bandas como o TNT e Harem Scarem. “Santiago” retoma o mesmo clima das típicas canções de Power Metal: guitarras e bumbos duplos velocíssimos somados a vocais altos e por vezes afetados. Entenda não se tratar de crítica, mas uma constatação, até porque quem é fã do estilo gosta que seja assim mesmo. E convenhamos, tanto Matos quanto Tolkki são baluartes neste quesito.

Alguns se perguntavam se o projeto Revolution Renaissance seria lembrado. “Last Night on Earth” respondeu com classe. Esta é uma daquelas jóias raras na música de uma forma geral. Se bem que ficou “fácil” com a ajuda de Michael Kiske, vocalista que gravou a versão em estúdio, presente no álbum New Era, de 2008. Andre volta a falar sobre os tributos e desta vez anuncia uma da banda que o projetou ao mercado internacional. Logicamente estamos falando do Angra, mas não tão óbvia foi a escolha da canção. “Lasting Child” tem sido tocada ao vivo nesta turnê pela primeira vez em sua história. E não é que a música que encerra o absoluto Angels Cry (1994) soou rejuvenescida? Vale destacar a atuação irrepreensível de Mikko Härkin, que não só manteve os arranjos originais compostos por Matos, mas também deu um toque particular.
O SYMFONIA retira-se momentaneamente do palco, deixando um sampler rolar, para então os músicos retornarem com a instrumental “Stratosphere”, do ótimo Episode (1996). Em seguida Timo pega uma guitarra acústica e após Andre “intimar” ao público que cante junto, executam a derradeira faixa do novo álbum. “Apesar desta não ser uma música técnica, ‘Don’t Let Me Go’ foi a mais difícil de gravar por ser a mais emocional”, revelou Matos. O vocalista paulistano retoma a palavra e desafia o público: “E então, vamos mostrar para esses gringos que somos os melhores do mundo?” Preciso comentar da euforia que se formou no Blackmore? “In Paradisum”, desta vez a música, nunca me pareceu tão pesada e intensa quanto ali. A paixão com que as notas eram tocadas foi tamanha que deixou uma sensação de “quero mais”, mesmo tendo quase 10 minutos de duração. Alex Landenburg fica sozinho no palco para um curto, porém interessante, solo de bateria. O restante da banda volta na sequencia e finaliza o set regular da noite com “Fields of Avalon”, faixa que abre In Paradisum.
O encore inicia em alto estilo com a rara (pelo menos ao vivo) “Dreamspace”, do já citado disco homônimo. Grata surpresa. O Revolution Renaissance teve nova participação no repertório, desta vez com a cativante “I Did It My Way”, outra das cantadas pelo Kiske na estreia em estúdio do projeto de Tolkki. Andre Matos aproveita para apresentar a banda de forma bastante descontraída e encerram de vez com uma do SYMFONIA: “Pilgrim Road”. Com a promessa de um retorno em breve, o quinteto despede-se dos seus fãs, deixando uma excelente impressão.

O único ponto negativo ficou por conta do baixo número de pagantes, algo que já está sendo uma constante em São Paulo, infelizmente.

Set-list
1.Come by the Hills
2.Forevermore
3.4th Reich (Stratovarius)
4.Rhapsody In Black
5.Santiago
6.Last Night On Earth (Revolution Renaissance)
7.Lasting Child (Angra)
8.Stratosphere (Stratovarius)
9.Don´t Let Me Go
10.In Paradisum/Solo de bateria
11.Fields of Avalon
Encore:
12.Dreamspace (Stratovarius)
13.I Did It My Way (Revolution Renaissance)
14.Pilgrim Road





Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - CITIBANK HALL, SÃO PAULO 2009

sábado, dezembro 08, 2012
Em uma das regiões mais tradicionais de São Paulo, alguns dos mais aficionados fãs do metal se reuniram no Citibank Hall para ver o retorno ao Brasil de um dos maiores expoentes do metal finlandês.
Depois de quatro anos sem nenhum show no país muita coisa mudou. A saída de Timo Tolkki, a chegada de Matias Kupiainen, a vontade dos outros membros de prosseguirem com o trabalho do grupo e o lançamento do tão esperado “Polaris”, além de várias disputas e discussões entre Tolkki e os seus ex-companheiros.

Com tudo isso, seria comum que muitos dos fãs estivessem realmente esperando para ver ao vivo o resultado de tantas mudanças, se o Stratovarius continuava sendo o mesmo ou se era apenas passado.

Em uma casa de shows quase lotada, o Stratovarius subiu ao palco do Citibank Hall com poucos minutos de atraso. A banda abriu com a música “Destiny”, do álbum de mesmo nome de 1998. Uma parte do público estava bem animada e a banda mostrou-se bastante afiada e preparada para o show, tocando muito bem cada nota, com erros imperceptíveis.

A segunda música foi o clássico “Hunting High And Low” do álbum “Infinite”, que botou fogo na platéia, que lembrou o refrão e cantou junto. “Speed of Light” veio logo depois, onde o novato guitarrista Matias Kupiainen e se mostrou um substituto a altura de Timo Tolkki pelo menos no comando das guitarras, com uma apresentação bem rápida e técnica digna do Stratovarius.

A seguinte tocada foi “The Kiss of Judas”, onde o público também participou a cada segundo. O Stratovarius se mostrou uma banda bastante competente e que trouxe o que o público desejava: os grandes clássicos da década de 90.

Quebrando a sequência de clássicos, a banda então tocou algumas das músicas de “Polaris”, álbum lançado este ano. “Deep Unknown” e “Winter Skies” foram muito bem tocadas e empolgaram uma boa faixa do público. No meio das duas, “A Million Light Years Away” do “Infinite” também não decepcionou.

O baterista Jörg Michael realmente estava em ótimo nível e comandou de sua bateria o som da banda, com a velocidade já bem característica de suas batidas. Outro que estava bastante empolgado era Timo Kotipelto, que arriscou algumas palavras em português – que ele repetiu umas quatro ou cinco vezes durante o show – e cantou junto com o público durante boa parte do espetáculo, além de em um momento do show tirar fotos dos fãs com suas próprias câmeras.

Mas quem acabou roubando a cena foi o baixista Lauri Porra, que depois da música “Phoenix” levantou o ânimo público com uma ótima disputa entre ele e o guitarrista Matias Kupiainen. Lauri brincou com seu sobrenome, fez graça para o público e mostrou-se muito animado no palco.

Após a troca de solos, a banda retornou ao palco para tocar a música “Forever is Today” de “Polaris”, muito bem recebida pelos fãs que se mostraram muito empolgados. A seguir, a banda tocou “Twilight Symphony” com grande participação do público, que gritou e cantou o refrão juntamente com Kotipelto.

“Higher We Go” foi também muito bem tocada, a música que mais empolgou os fãs dentre as do novo álbum, porém acabou apenas servindo como ponte para o clássico “Paradise”, que levou o público as alturas em uma das melhores performances da noite.

Logo depois veio “Eagleheart”, tirando mais alguns gritos dos fãs, que cantaram junto o refrão da música e mostraram grande empolgação.

Após o final da música a banda deixou o palco. Os gritos foram escassos, em alguns momentos a platéia gritou pelo nome da banda, em outros gritou pela música “Black Diamond”, sem dúvidas a mais esperada da noite pela maioria dos fãs.

Em alguns minutos Timo Kotipelto retornou ao palco, juntamente com Matias Kupiainen e Jörg Michael, para tocar a balada “Forever”, que foi dedicada ao seu avô. A platéia respondeu com aplausos e cantou a música do início ao fim junto com o vocalista. A segunda música do bis foi “Father Time”, também tocada com muita técnica e empolgação da audiência.

Timo Kotipelto, já no clima de despedida, então anunciou que a “última música não falava sobre vermelho, azul ou amarelo, mas sim sobre preto” e apresentou o tecladista Jens Johansson. As luzes do palco se apagam, um holofote focou o tecladista e o palco ficou vazio para um longo e complexo solo que aos poucos se tornou a introdução de “Black Diamond”, com o retorno do resto da banda ao palco em um dos melhores e mais esperados momentos da noite.

No final da música, Kotipelto agradeceu novamente a platéia e disse que estava indo agora para Quito, Equador, mas antes queria ensinar o público a contar de 1 a 4 em finlandês. Ele não gosta, para ele está muito baixo, e provoca a audiência quando pergunta se conseguem gritar mais alto que os argentinos.

A banda se mostrou bastante desenvolta no final do show, quando Jörg Michael saiu da bateria e veio para frente presentear a platéia. O clima parecia ótimo, todos os membros estavam realmente mostrando dedicação, sem aquela falta de vontade vista por muitos na passagem de 2005 pelo Brasil.

O Stratovarius mostrou que está em uma das suas melhores fases, pelo menos nos palcos. Quem foi para a apresentação em São Paulo saiu bastante satisfeito com a performance do grupo, que está conseguindo cravar novamente seu nome na história do metal, mostrando que tem ainda muito a oferecer para seus fãs.

Setlist:
1. Destiny
2. Hunting High And Low
3. Speed of Light
4. The Kiss of Judas
5. Deep Unknown
6. A Million Light Years Away
7. Winter Skies
8. Phoenix
9. Solos (Matias Kupiainen e Lauri Porra)
10. Forever is Today
11. Twilight Symphony
12. Higher We Go
13. Paradise
14. Eagleheart
Bis:
15. Forever
16. Father Time
17. Intro (Jens Johansson)
18. Black Diamond

Stratovarius é:
Timo Kotipelto – Vocal
Jens Johansson – Teclado
Jörg Michael – Bateria
Lauri Porra – Baixo
Matias Kupiainen – Guitarra

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - CANECÃO, RIO DE JANEIRO 2005

sábado, dezembro 08, 2012
"Xanax, Remeron, Therapy, Buspiron, Anger, Fear and Shame"... Ao ouvir esse inspirado refrão de Maniac Dance , música do novo single e abertura do show do Stratovarius, pude perceber que a banda realmente voltou com força total.
Timo Tolkki está recuperado e aparenta uma felicidade mais que sincera em estar no palco. Além da felicidade nos rostos de Timo Kotipelto, Jörg Michael e Jens Johansson. Nem a saída de última hora do baixista Jari Kalaiunen parece ter afetado a banda, já que Lauri Porra (ou Mr. Sperm, como Kotipelto o apelidou carinhosamente) agita como um louco e é um dos responsáveis por esse novo gás que a banda apresentou numa quarta-feira quente para um Canecão, que se não estava lotado, estava longe de fazer feio.

A curiosidade dos fãs começou a ser satisfeita por volta de 21 horas, quando um vídeo gravado durante a turnê foi exibido nos telões do Canecão. Por sinal a banda caprichou no visual de palco: um pano de fundo (com o símbolo do CD "Elements I" e dois telões laterais, que mostravam imagens da banda e capas de CDs e singles). Tal vídeo trazia vários momentos da banda em hora de folga, talvez como uma mostra de que o clima estava realmente positivo.

Após este vídeo, uma longa e pomposa intro antecedeu a entrada da banda, emendando a música já citada, seguida por "Speed Of Light" e "The Kiss Of Judas". Um começo forte e arrasador, que preparou terreno para momentos mais suaves e progressivos como "Legions Of The Twilight" e a excelente "Twilight Shympony". Sem perder o pique, a banda emenda "Will the Sun Rise?" e dá espaço para Lauri executar um bom solo - uma estratégia semelhante a que o Metallica  usou na "...And Justice for All Tour" para apresentar o então novo baixista Jason Newsted aos fãs.

Tudo corria muito bem, com a banda mostrando uma força e garra bem superiores a sua última visita por aqui, quando emendam as chatas "The Land Of Ice And Snow" e a cansativa "United" (apesar de que o coro final foi realmente emocionante). "Against The Wind" viria para renovar a adrenalina da platéia, participativa e comunicativa como sempre, seguida de "Season Of Change" e de "Father Time" (aonde Tolkki usou uma distorção horrorosa em sua guitarra e Lauri cometeu alguns erros).

Os momentos de sono voltaram com "Coming Home" e a chatíssima "Destiny", seguidas pela veloz "Hunting High and Low". Vale citar que mesmo com algumas músicas cansativas, o set agradou a maioria dos fãs, como pode ser comprovado na balada "Forever" e no clássico "Black Diamond", que fechou o set de duas horas.

A banda está em grande forma. Jörg Michael continua sendo a máquina precisa de sempre, e Kotipelto mantém seu gogó privilegiado. Tolkki é a maior surpresa. Agitando mais do que de costume, chegou até a sorrir em vários momentos e agitar mais do que o comum, enquanto que Jens foi a grande decepção. Embora tenha executado suas partes com a habilidade de sempre, faltou-lhe inspiração. Parecia um funcionário cumprindo sua atividade burocrática, exceção feita quando duelou com Tolkki durante algumas músicas, mostrando grande desenvoltura.

Quem ainda tinha dúvidas do clima positivo que pairava na banda, pode ficar tranquilo. O WHIPLASH! Esteve no backstage e comprovou que a banda está mais unida do que nunca (aparentemente). Um bom show, de uma banda renovada, e que ainda pode render muitas alegrias aos fãs (se conseguir se manter como está). Quem não foi perdeu.

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - OLYMPIA, SÃO PAULO 2005

sábado, dezembro 08, 2012
Para selar essa reunião, a banda resolveu gravar o seu primeiro DVD ao vivo. O cenário escolhido para completar esse momento não podia ser outro: o público brasileiro, considerado um dos mais animados do mundo. E a galera fez jus á esse título; fãs vindos de diversos estados do Brasil lotaram o Olympia em São Paulo para fazer parte da história do Stratovarius (minutos antes do início do show o telão anunciava que naquela noite seria gravado um DVD e todos ali presentes concordavam em ceder sua imagem).

As cortinas se abrem e nos extremos do palco dois telões mostram cenas da banda nos bastidores e em passeios pela Argentina, Chile e Brasil (Curitiba e São Paulo). Sem muito falatório nem apresentações a banda invade o palco mandando “Maniac Dance” seguida de “Speed Of Light”. Dono de uma extraordinária presença de palco, Kotipelto arrisca algumas palavras em português dizendo que é ótimo estar de volta a São Paulo e que cada um vai dar o melhor de si nesse show. E cumprem o prometido com “Kiss Of Judas”, “Legions”. “Twilight Symphony” e “Will The Sun Rise?”

Ao apresentar o novo baixista, Kotipleto chama “o homem com um sobrenome bem diferente” e Lauri Porra mostra toda a sua habilidade em um impressionante solo de baixo. Não sei se o público gostou mais do solo ou do sobrenome, mas a verdade é que Porra foi ovacionado pela galera, que gritava sem parar o seu nome e até um trocadilho “Porra você é do Cara*&%”.
Logo após “Land of Ice and Snow” vem um dos momentos mais emocionantes do show, durante a introdução da belíssima “United” o telão exibe números de mortos em guerras, a mensagem “When will we learn? We are UNITED!” e a declaração universal dos direitos humanos. Depois desse momento politizado, o frontman pergunta “vocês querem ouvir canções bastante rápidas?”, e nem espera pela resposta pra mandar "Against The Wind" seguida por "Season Of Change" e "Father Time”.

O excêntrico guitarrista Timo Tolkki passou o show inteiro “na dele” e provou que os problemas de saúde não afetaram em nada o seu talento, o cara mandou muito bem os seus tradicionais solos e até fez alguns backing vocals.

De volta ao palco, para o primeiro Bis Kotipelto diz que ao vir pra São Paulo sente como se estivesse voltando pra casa e após esse deixa manda “Coming Home”. Enquanto resolvem um problema técnico o vocalista provoca a platéia perguntando se essa consegue fazer mais barulho que o público de Buenos Aires e a galera responde com um coro “Brasil, Brasil...” muito bem acompanhado pelos teclados de Jens Johansson. Depois de “Destiny” e “Hunting High And Low” a banda deixa o palco mais uma vez.

De volta pra um segundo Bis Kotipleto anuncia uma música inédita naquela turnê “Visions”, “Forever” foi um dos pontos altos do show, o coro estava tão alto que Kotipelto e Tolkki pararam de tocar e deixaram a galera terminar a música. Fazendo uma brincadeira com o público o vacalista pergunta: "Is it blue?...is it red?... is it yellow?... IS IT BLACK??", denunciando que o fim estava próximo com o grande hit “Black Diamond”

Pra quem perdeu, agora só resta aguardar pelo lançamento do DVD.

Set List:
Maniac Dance
Speed Of Light
Kiss Of Judas
Legions
Twilight Symphony
Will The Sun Rise?
Solo de baixo
Land Of Ice And Snow
United
Against The Wind
Season Of Change
Father Time

Bis 1
Coming Home
Destiny
Hunting High And Low

Bis 2
Visions
Forever
Black Diamond


Foto: Rafael Sasso


Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - CHEVROLET HALL, BELO HORIZONTE 2005

sábado, dezembro 08, 2012
 Tal coerência contribuiu para não atrapalhar a média de espectadores, aos quais deveriam ser em torno de 1.500 pessoas. Impacto menor ainda se considerarmos que o público dos finlandeses é, em sua maioria, de uma faixa etária baixa e, honestamente, um tanto quanto acrítico.

Palco devidamente ornamentado, com o belo pano de fundo de uma arte muito semelhante às capas dos álbuns “Elements” e estruturado com dois telões que exibiram vídeos da turnê, e durante o show, imagens e clips apropriados para cada canção.

Tendo a sanidade emocional (e mental) atestada pelas últimas apresentações, os cinco integrantes tomam suas posições no Chevrolet Hall por volta de 20:10 hs, despejando, ao invés de palavras, os riffs sujos e empolgantes de “Maniac Dance”, single do novo trabalho, auto-intitulado. Tal música, além de indicar uma saudável mudança de direcionamento – tem muito mais swing (sim, a palavra é esta mesmo) e variação de grooves do que 80% de sua discografia – significa, igualmente, a salvação de uma história em pleno declínio.

“Speed Of Light”, um título sugestivo que sintetiza com propriedade “o que é” a banda, e “Kiss Of Judas” (que não sustenta com grande vigor a alcunha de “clássico”) são músicas certeiras ao gosto do público e garantiram a empolgação dos mineiros. A velocidade da luz continua com “Legions” e o ritmo cai em “Twilight Symphony” – demasiadamente longa – tornando a esquentar com “Will The Sun Rise?”.

A banda pára e o novo baixista, Lauri Porra, é apresentado e bem recebido, em grande parte por seu curioso nome (com o significado em português aprendido por ele) mas também por ter se integrado de forma satisfatória ao grupo, se incumbindo de ajudar Kotipelto a interagir com a galera. No entanto, seu solo de baixo é uma lástima. Simplório no início, descordenado e atabalhoado no meio, desesperado e apelativo no final, onde desferiu slaps mais circenses do que qualquer outra coisa e tentou tocar algo que se aproximasse da bossa nova. Depois desta desnecessária concessão, a monotonia invadiria o Chevrolet Hall, com a seqüência de “The Land Of Ice And Snow”, balada recém lançada que deve agradar somente ao povo da Finlândia, e a chatíssima “United”.

Para evitar que o local se transformasse num grande espetáculo de sono coletivo é executada a abre-alas de “Fourth Dimension”, a pesadíssima “Against The Wind”. “Season of Change” nos leva aos tempos de “Episode” (ainda que arrastada) enquanto a queridíssima “Father Time” mostra porque possui o status de clássico, a melhor da noite e uma das campeãs de empolgação.

Seguimos com a questionável “Coming Home” e a boa “Destiny”, que perde muito sem seus coros e orquestrações, soando até inadequada para situações ao vivo. “It’s song about hunting...” foi a deixa para que “Hunting High and Low” fosse entoada em uníssono pelos presentes, única do consistente “Infinite” e esta sim, magnífica para shows. “Visions” certamente fez a alegria dos pagantes, fechando a segunda parte do set.

Voltam para o último bis com “Forever”, lenta e fraca, sendo uma escolha incompreensível e um grande anti-clímax. A aposta ideal para este momento teria a adição de um “Free” no nome, originando uma das melhores e mais empolgantes composições da banda, mas esta foi lamentavelmente deixada de lado.

Sem “Eagleheart” ou “Paradise”, o final fica mesmo por conta de “Black Diamond”, clássico onipresente – e ótima – que terão de tocar até o fim da vida.

Encerram, agradecem e saúdam o público de mãos dadas. Bom sinal para quem até tempos recentes proporcionava cenas tremendamente constrangedoras, como a urinada de Jens Johansson em Timo Tolkki.

E, passada a turbulência, como os integrantes se comportam atualmente?

Tolkki, de cabelos curtos, continua frio e impassível, porém, não escorrega nos solos e arrisca alguns backing vocals.

Lauri Porra substitui Kainulainen com competência e tem empatia com o público.

Jorg Michäel possui a velocidade e precisão necessárias, sendo o brincalhão que sempre foi – seus malabarismos com as baquetas já se tornaram notórios.

Jens Johansson, inquestionável tecladista, segue sendo desperdiçado, já que não tem o espaço devido para demonstrar seu talento (cortesia da mão de ferro de Tolkki) e sua permanência no Stratovarius só se explica pelo fato de ele poder ganhar mais dinheiro aqui do que em qualquer outra banda que já tocou (e que não haja dúvidas de que o milionário contrato recém-assinado com a Sanctuary Records antes das psicopatias de Tolkki exerceu significativa influência nesta volta repentina).

Timo Kotipelto é um bom vocalista, e mais do que isso, um frontman eficaz, praticamente único responsável pela troca de energia banda-público – e amado por estes – demonstrando o quanto seria catastrófico se Tolkki continuasse com sua insanidade de recrutar a tal “Miss K.”.

O loirinho tem apenas que variar suas traquinagens, já que as brincadeiras que faz, do tipo “vocês gritam mais alto que São Paulo? Porto Alegre, Rio de Janeiro ou minha cidade natal?” e pedindo o público para bradar “1,2,3,4” em finlandês, ele já faz há pelo menos dois anos.

Se a “linearidade” (ou estaticidade retilínea, para os mais refinados) das composições da banda, incomoda muitos ouvintes dos álbuns em estúdio, ao vivo a coisa fica mais complicada em virtude da maior duração, quase duas horas, fazendo com que o nível de adrenalina caia a zero em muitos momentos. A grande quantidade de baladas, quatro, também não contribuiu para um desenrolar mais aprazível, sem contar o set list mal posicionado.

O som do Chevrolet Hall correspondeu ao que lhe foi exigido (pouco, em comparação com outras ocasiões), deixando bem claro o som de todos os instrumentos, além de bem equalizado e sem falhas.

O sentimento de frustração era visível em muitos presentes (naqueles onde o fanatismo não falava mais alto) e a classificação de “fraco” foi ouvida sem esforço.

Há bandas que encontram seu hábitat natural em cima de um palco, dominam a situação e são capazes de proporcionar um espetáculo inesquecível, já outras, funcionam sinceramente bem em estúdio, mas ao vivo carecem de feeling - transe mesmo - não apenas pelos integrantes, mas porque as próprias músicas não oferecem condições para tal. O Stratovarius, definitivamente, se enquadra na segunda opção.

É um sabor estranho o que se tem após um show destes, não permitindo nenhum comentário além de um “legalzinho” resignado. Você tem a mesma sensação de quem acaba de tomar um sorvete e não de quem foi arrebatado e teve todas as células de seu corpo envoltas numa experiência única (e posso citar dezenas de bandas que proporcionam isto).

Qualquer fã (nático) dirá que foi ótimo. Contudo, nenhum crítico equilibrado pode relevar as falhas. E a ausência daquela conhecida “magia metálica” no ar. Falta tesão. Falta swing, rock n’ roll, riffs, ódio, suor, sangue, lágrimas, aquele elemento extra que transforma o heavy rock na coisa especial que é.

Sobrou simpatia. No entanto, é triste dizer que toda efetividade destes finlandeses está confinada a um pedaço de plástico. Triste, mas verdadeiro.


Fotos: Leonardo Nascimento


Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - CURITIBA MASTER HALL 2005

sábado, dezembro 08, 2012
 Conforme horário pré-determinado sobe ao palco o pessoal da Dark Symphony, banda de abertura que conseguiu animar com tranquilidade os ali presentes. Em 40 minutos de apresentação tocaram quatro músicas próprias com boa receptividade da galera e duas covers, “Nova Era” e “Carry On” do Angra, ambas muito bem executadas.

Sai a Dark Symphony e as 10:20h entra a grande atração da noite, Stratovarius, de baixista novo (Lauri Porra) que por sinal agita muito – diferente de seu antecessor – e é adepto de um visual muito interessante, com direito a cinto largo, camisa “baby look” e calça de cós baixo, enfim. De início mandam “Maniac Dance”, canção muito boa, diga-se de passagem, do novo disco, em seguida levantam pra valer a galera com dois de seus maiores sucessos, “Speed Of Light” e “The Kiss Of Judas”.

Como equipamento visual foram posicionados dois projetores na parte superior do palco que deram uma incrementada espetacular no palco e mostravam hora clipes das músicas que estavam rolando, hora imagens do pessoal da banda passeando de bi-articulado por Curitiba (imagine-se indo trabalhar desgostoso da vida e derrepente topar com Kotipelto e companhia andando de busão), a iluminação foi boa e o som de qualidade, como era de se esperar, apesar de muitos reclamarem que a intensidade era excessiva.

Mandaram mais duas do novo álbum “Stratovarius” que sequer foi lançado ainda, "Land Of Ice And Snow" e "United", músicas mais calmas, mas nada que fizesse os presentes pararem de pular. Pra finalizar a mais clássica “Hunting High And Low” onde o tecladista Jens Johansson e guitarrista Timo Tolkki se atrapalharam feio na introdução da música .

Por último, após uma segunda pausa estratégica, “Black Diamond”, que fez os headbangers de Curitiba mostrarem garganta e comprovou a qualidade incrível do vocal de Kotipelto. Faltaram sim alguns clássicos como “Forever Free” e “EagleHeart”, mas sempre cada um tem sua música favorita, e geralmente não cabem todas em um único show. Então pode-se dizer que os R$35,00 reais do ingresso foram muito bem pagos pela qualidade do som apresentado na noite!

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - ATL HALL, RIO DE JANEIRO 2003

sábado, dezembro 08, 2012
 “Elements Pt.1” é um cd que, por mais que se fale, apenas dá continuidade ao padrão já seguido pelo Stratovarius  em seus últimos lançamentos. Não que seja ruim, mas a banda vêm mantendo um ritmo estabelecido desde o bem-sucedido “Visions” (1997) que , se não inova muito, não prejudica a reputação dos finlandeses. A turnê de “Elements” passou por vários países e seu encerramento se deu em terras brasileiras, cabendo à cidade maravilhosa a honra de sediar o último show do Stratovarius em 2003 e quiçá por um bom tempo, visto que a segunda parte de “Elements” não terá divulgação através de turnê, podendo ocorrer alguns shows esporádicos, segundo nos garantiu a própria banda.

Mas vamos ao show: um público considerável (cerca de 2500 pessoas) compareceu ao ATL no domingo para conferir a performance de Timo Tolkki e cia. E eles não deixaram por menos. O show, que estava marcado para 20:30, teve seu início as 20:20, com uma introdução que invadiu o ATL e deixou o público presente em polvorosa. A cortina se abre, a banda entra em cena e despeja de cara três pancadas: “Eagleheart”, “Kiss of Judas” e “Speed of Light”, todas cantadas em uníssono pela platéia. Logo após este fulminante início a banda manda “Soul of a Vagabond” (que não foi tão bem recebida como as demais) e “Forever Free”, outra que a platéia curtiu muito. Timo Kotipelto aproveitou o momento para atiçar a galera, provocando os cariocas. (“Vocês gritam mais alto do que São Paulo?”), no que a platéia respondeu. Por sinal mais uma vez o público carioca deu show, cantando com a banda e agitando muito, coisa que deixou muito satisfeitos todos os integrantes, principalmente Timo Tolkki.

De cara podemos apontar alguns detalhes interessantes no show: a banda usou apenas um pano de fundo com o desenho de capa de “Elements Pt.1” e um eficiente jogo de luzes. O som da guitarra de Tolkki está muito alto, chegando a incomodar (o som viria a melhorar depois), ao contrário do teclado de Jens, que falhou várias vezes. Jari Kainulainen e Timo Tolkki praticamente não se movimentam, ficando quase sempre na mesma linha no palco e Jens Johansson toca com seu teclado muito inclinado, agitando todo o tempo. Resta a Timo Kotipelto a tarefa de atiçar a galera, com um equipamento exemplar, deixando seu potente vocal limpo e audível sem falhas, executando bem sua tarefa como vocalista e “front-man”, mas a falta de agitação e em alguns casos até de empolgação (principalmente em Tolkki) é sentida. Mas a potência sonora da banda vai bem obrigado. A presença de palco da banda, a exceção do vocal, é nula.

Em seqüência, Kotipelto avisa que irão tocar um “medley” de músicas mais antigas, iniciando com “Fright Night”, “Hands of Time”, “We are the Future”, “Tears of Ice”, “Eyes of the World” , “We Hold the Key” e fechando com “Against the Wind” inteira. Foi um grande momento do show, pois a seqüência, além de interessante, foi bem executada e no tempo certo, sem exageros e músicas longas. Ponto positivíssimo para a banda, que emenda “Forever” com “A Drop in the Ocean”, para continuar com um outro medley entre “Destiny” e “Fantasia”. Neste momento o ritmo deu uma caída, que continou com “Twilight Symphony” (mesmo sendo a música muito bem executada) e “Visions”. A galera continou agitando, mas mais contida.

Para re-acender o ATL a banda manda numa paulada só “Hunting High and Low” (o maior sucesso do cd “Infinite”), “Coming Home” e “Paradise” (uma das melhores do clássico “Visions”). Nesta hora a platéia já pedia o sucesso “Black Diamond”, mas este só seria tocado depois da banda executar “uma música antiga, rápida e bem conhecida do público”, segundo Kotipelto: “Father Time” (aonde o vocalista mostrou seu potente gogó em tons altos, coisa comum para ele...). “Black Diamond” fecha o show, com um público em polvorosa pulando ensandecidamente, e põe fim a duas horas de muito heavy metal. Como estávamos diante do último show da turnê, Timo Kotipelto fez o público gritar “1, 2, 3, 4” em finlandês (não me pergunte como, pois eu não consegui) e chamou a equipe da banda ao palco para que todos comemorassem o encerramento da turnê, ao som de “What a Wounderful World”.

Pudemos logo em sequida conferir a banda no backstage e sanar algumas curiosidades: Timo Kotipelto ainda está bem chateado com o cancelamento de sua turnê solo no Brasil e Jorg Michael não se arrepende da época que tocou no Grave Digger. Pelo contrário.

Não há o que falar mal do show do Stratovarius. Por mais que se diga que eles estão se repetindo, as músicas são legais e a banda tem talento. Kotipelto é um grande vocalista, Tolkki um bom guitarrista, Jens um tecladista excelente e Jorg e Jarí fazem bem o seus papéis. Mas a falta de agitação dos finlandeses soa um tanto quanto fria, destoando do forte calor que acometeu o Rio de Janeiro no domingo. Mas foi um bom show. E que venham mais!!!!

Agradecimentos:
Atl Hall (Bianca Sena – Cie Brasil)
AC e Miriam Hinds (Faz produções)
Fotos: Anderson Guimarães

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - VIA FUNCHAL, SÃO PAULO 2000

sábado, dezembro 08, 2012
Em uma noite não muito quente em São Paulo, o público compareceu em massa para assistir ao show da banda finlandesa, Stratovarius. Show que estava previsto para ser realizado no dia 19 de agosto, porém, em virtude de uma queimadura que o vocalista da banda, Timo Kotipelto, sofrera na mão, durante a apresentação da banda em “Wacken”, o show teve que ser adiado para dois meses depois. Mas isso tudo só serviu para animar os fãs da banda, que vieram de diversas cidades, para conferir a apresentação.
Com um atraso de meia hora, as luzes do Via Funchal se apagaram. O público ouviu a música de introdução com muita atenção, misturado à angústia, pois a banda demorou a subir ao palco. No final da introdução, o primeiro a aparecer foi o baterista Jörg Michael, que arrancou aplausos do público. Depois disso, a introdução de “Hunting High and Low” foi tocada, levando todos ao delírio. Timo Kotipelto, já recuperado do incidente de Wacken, entrou no palco correndo e começou a cantar junto ao público. Após o segundo refrão da música o microfone de Kotipelto parou de funcionar, o que o obrigou a trocar de microfone, porém, o segundo microfone também não funcionava. No final da música arrumaram um microfone que funcionava. Kotipelto conversou com público após a primeira música, explicando o problema da queimadura na mão e logo em seguida perguntou ao público se estavam interessados em músicas “rápidas”. Com a resposta afirmativa do público, a banda tocou “Millennium”, que mais uma vez fez o público levantar.
Começando com um solo de baixo de Jari Kainulainen, um dos maiores hits da banda, “Kiss Of Judas” manteve a empolgação do público. Em “Mother Gaia”, enquanto a banda tocava, nos telões apareciam imagens de animais aprisionados, sendo cobaias para pesquisas e ao mesmo tempo apareciam imagens de animais livres, sem a interferência do homem. Ao final de “Mother Gaia”, a banda emendou a música “Phoenix” que deu uma injeção de ânimo no público. Porém, as músicas que realmente levantaram o público foram “A Million Light Years Away”, “Agains The Wind” e “Speed Of Light”. Em “Speed Of Light”, no momento em que Timo Tolkki deveria fazer o solo no meio da música, a banda parou de tocar. Kotipelto perguntou ao público se a banda deveria continuar tocando. Após mais uma vez receber a resposta afirmativa do público, a banda voltou a tocar de onde eles haviam parado. A música “Infinity” veio na seqüência e mais uma vez, imagens fortes apareciam nos telões. Muitas pessoas ficavam viradas para os telões assistindo as cenas de pessoas vivendo em situações precárias devido à fome, superpopulação e guerras. Com essas imagens, muitas pessoas conseguiram captar a mensagem da música. Com a primeira parte do show quase no fim, a banda tocou um dos maiores clássicos: “Father Time”. O peso desta música, a velocidade e o refrão totalmente melódico, provaram que o Stratovarius é sem dúvida nenhuma o maior representante do Heavy Metal melódico atualmente.
Terminada “Father Time”, a banda saiu do palco. Atendendo ao público que os chamavam, voltaram e abriram a segunda parte do show com “SOS”, do disco Destiny. Com o público na mão, Kotipelto anunciou a balada “Forever”, que arrancou aplausos de todos que estavam presente no Via Funchal. A última música do primeiro “bis”, foi “Paradise”, talvez o melhor momento do show. O público fiel, cantava verso a verso, deixando a própria banda emocionada. Terminada a música, mais uma vez o Stratovarius retirou-se do palco e mais uma vez o público gritou o nome da banda. Depois de uma longa espera, a banda retornou ao palco, para fechar o show de forma fantástica, tocando “Black Diamond”.
Com um grande carisma e competência, o Stratovarius conseguiu cativar o público de São Paulo. Uma noite memorável para os fãs do Stratovarius que estiveram no Via Funchal e memorável para a banda, que teve a felicidade de tocar para um público fantástico.

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - QUADRA AMÉRICA FC, RIO DE JANEIRO 2000

sexta-feira, dezembro 07, 2012
  A última vez em que o Stratovarius  esteve no Rio de Janeiro foi na tour do Visions. Foi ótimo, mais uma vez, ter presenciado uma banda tão potente, mas, antes disso, houveram algumas coisas um tanto desagradáveis.

Esse review não conta com fotos, já que foi impossível credenciar o site. A organização do evento (Heavy Melody) utilizou critérios pessoais para o cadastramento de imprensa o que impossibilitou o trabalho de nossa equipe. Cabe dizer que, infelizmente, o Rio vem saindo, aos poucos, da rota de shows internacionais, no que diz respeito ao heavy metal. Existe público, sim! Pode não ser como em São Paulo, mas existem fãs tão apaixonados por certas bandas como no resto do país. Acontece que atitudes amadoras como esta, acabam por contribuir muito mais para o fim dos shows no Rio. O Whiplash!, como não poderia deixar de ser, fez o seu papel: cobriu o evento, mesmo em condições adversas.

A banda de abertura, Allegro, entrou no palco detonando muito heavy metal da melhor qualidade. Mostrou-se como a escolha certa para abrir a noite. Seus músicos são muito bons e o destaque é seu vocalista.

A esta altura, a quadra do América ia ficando cheia; é muito pequena e apertada. Mais parecia uma daqueles shows bem underground, mesmo. O palco era minúsculo, mas o ambiente beneficiava a todos, uma vez que se podia ver o show de qualquer parte, bem de perto.

Com espaço já lotado a esta altura, vem a vez dos finlandeses. Apagaram-se as luzes e o público entrou em êxtase total, clamando pela banda. Após uma introdução breve, o Stratovarius começa a aparecer e Jörg Michel é o primeiro a dar as caras. Haunting High and Law iniciou o show, contando com uma participação exaltadíssima do público. A banda se mostrou muito simpática e comunicativa, conseguindo ter a aprovação total dos fãs.

Millenium, Phoenix, Infinity e Million Light Years Away foram as demais músicas de Infinite tocadas nesta noite. Todas elas foram cantadas à exaustão pela platéia e mostraram quanto são poderosas ao vivo. Das antigas, Paradise foi algo maravilhoso, sem contar Kiss of Judas, que levou todos à loucura. Forever, sem dúvidas, foi a que mais contou com a voz dos fãs, cantada do início ao fim. Father Time e Speed of Light também enlouqueceram e tiveram desempenhos fantásticos. Em suma: peso e melodia total! Chegando ao fim, no bis, a platéia começava a clamar por Black Diamond desesperadamente. Apelo atendido, o Stratovarius volta e detona com Black Diamond, música que é unânime em shows.

Como o espaço era bem pequeno, não tivemos os telões apresentando cenas, inclusive do Brasil, mas mesmo assim foi maravilhoso. Outra coisa que chamou a atenção, é que a banda não tocou nenhuma música de Destiny. A pergunta é: os músicos o acham tão fraco assim? Pelo menos SOS e No Turning Back seriam ótimas. Além disso, o som não estava legal, e ás vezes era difícil escutar o vocal. Outro ponto negativo foi a segurança bruta, sem contar sua falta de atenção, pois Kotipelto foi agarrado umas 3 vezes, ficando visivelmente assustado.

Jörg Michel é um baterista excelente que vem proporcionando um novo conceito de peso no heavy metal. Jens Jhohanssen, com seu teclado mágico, mostrou-se como um dos melhores da atualidade; foi muito festejado pela galera. Timo Tolkki é um guitarrista que dispensa elogios, porque todos sabem o quanto ele toca. Muito! Mas o grande destaque acabou por ser Timo Kotipelto que, sem sombra de dúvidas, do ponto de vista técnico, é o melhor vocalista do momento. Impressionante como esse cara canta absurdamente idêntico ao estúdio.

Enfim...um show que entrou para a história, de uma banda fenomenal.

Nem mesmo atitudes indesejáveis por parte do produtor ofuscaram o brilho desta noite. Keeping the Melody in Metal!

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - UNDER FLAMING WINTER SKIES

segunda-feira, dezembro 03, 2012 Adicionar Comentários
O lado ruim é que, já há alguns anos, o metal melódico está estagnado e soa fora de lugar. Muito disso se deu justamente por, salvo raríssimas exceções - uma delas é o Kamelot -, praticamente nenhuma banda inserir novos elementos no gênero, fazendo-o seguir em frente, renovando-se e não perdendo a atenção dos fãs. O próprio Stratovarius tentou isso algumas vezes, mas não foi feliz. Tudo isso faz com que, ao ouvir um novo trabalho do grupo, a sensação de déjà vu seja inerente.

"Under Flaming Winter Skies" é um álbum duplo ao vivo lançado para marcar a saída do baterista Jörg Michael. O músico, que venceu um câncer recentemente, reavaliou a sua vida e decidiu tentar novos desafios, sendo substituído por Rolf Pilve. Em 16 anos de Stratovarius, de 1995 a 2011, Jörg foi um dos responsáveis pela popularização do uso do pedal duplo no estilo, transformando-se em referência no assunto.

O disco, que está sendo lançado agora no Brasil pela Hellion Records e também possui uma versão em DVD, tem 20 faixas que repassam toda a carreira da banda, incluindo na conta desnecessários solos de guitarra, baixo e teclado - aliás, se era para ter algum solo, que fosse de Michael, que estava se despedindo do grupo. Ao lado de Jörg estão o vocalista Timo Kotipelto, o guitarrista Matias Kupiainen, o tecladista Jens Johansson e o baixista Lauri Porra.

Homenageando dois dos maiores ídolos de Jörg, o Stratovarius gravou versões para clássicos do Deep Purple e do The Who. A releitura de “Burn” ficou até interessante, mas “Behind Blue Eyes” foi assassinada a sangue frio, com o hino imortal de Pete Townshend convertido em um equivocado power metal.

O quinteto faz algumas sutis alterações nos arranjos das canções, porém esse fator, somado à participação do público, não são suficientes para tornar "Under Flaming Winter Skies" um trabalho atrativo para um público mais amplo, além dos fãs. Apesar da energia na execução e da inegável qualidade técnica dos músicos, tudo soa datado e ultrapassado, remetendo a uma época que ficou para trás e a um estilo que, infelizmente, não soube se renovar ao longo dos anos.

Tudo isso faz com que "Under Flaming Winter Skies" seja indicado somente para os fãs, como um daqueles itens que as pessoas possuem apenas para não deixar um buraco na coleção. O duplo ao vivo anterior dos caras, "Visions of Europe" (1998), gravado no auge da banda, é bem mais interessante.

Faixas:

CD 1
Under Flaming Skies
I Walk to My Own Song
Speed of Light
Kiss of Judas
Deep Unknown
Guitar Solo
Eagleheart
Paradise
Visions
Bass Solo
Coming Home

CD 2
Legions of the Twilight
Darkest Hours
Burn
Behind Blue Eyes
Winter Skies
Keyboard Solo
Black Diamond
Father Time
Hunting High and Low

Fonte: Whiplash