WARMEN: TERMINADA A MASTERIZAÇÃO DO NOVO ÁLBUM

sábado, junho 29, 2013

WARMEN, projeto do tecladista do CHILDREN OF BODOM, Janne Wirman, terminou de masterizar o álbum seguidor do aclamado álbum de estúdio “Japanese Hospitality”, de 2009. O álbum é esperado para o final de 2013.

WARMEN celebrou seu 10º aniversário com um show durante o Helsinki Metal Meeting, em Fevereiro de 2010, no Dante’s Highlight em Helsinki, Finlândia. O terceiro show ao vivo da banda incluiu os convidados Alexi Laiho (CHILDREN OF BODOM) com a versão cover da banda ROCKWELL, “Somebody’s Watching Me”, Timo Kotipelto (STRATOVARIUS), a rainha finlandesa do pop/rock Jonna Kosonen (JONNA’S PROBLEM) e Pasi Rantanen (ex-THUNDERSTONE).

A Spinefarm Records lançou uma compilação do Warmen chamada “The Evil That Warmen Do” em 27 de janeiro de 2010.

O quarto álbum da banda, “Japanese Hospitality” entrou na posição #36 do chart finlandês. O trabalho de 10 músicas incluiu dois covers – “Separate Ways”, originalmente do JOURNEY e “Black Cat”, da JANET JACKSON, junto com Jonna Kosonen. Outros artistas convidados incluíram Laiho, Rantanen, Kotipelto, e Marko Vaara.

Tradução: Marina Cruzeiro

STRATOVARIUS - NEMESIS TUOR - CARIOCA CLUB SÃO PAULO 18/05/2013

sábado, junho 22, 2013
Os finlandeses do Stratovarius ( junção entre os nomes do modelo de guitarras Stratocaster e a marca de violinos Stradivarius ), desembarcaram mais uma vez em terras brasileiras, desta vez para realizarem a tour de divulgação de seu recém lançado álbum Nemesis ( em fevereiro deste ano pela Edel Music e produzido pelo novo guitarrista, o Matias Kupiainen ), o qual traz o baterista Rolf Pilve como o mais novo integrante desta que é uma das maiores bandas de Power Metal do mundo.

Tudo começou em 1984 na cidade de Helsinque, onde Tuomo Lassila ( bateria e vocal ), John Vihervã ( baixo ) e Staffan Strahlman ( guitarra ) formaram a banda Black Water, onde os caras tocavam covers de Black Sabbath e de outras bandas de Heavy Rock dos anos 70 ( o auge da criatividade ). Somente no ano seguinte eles passaram a se chamar Stratovarius e o antigo guitarrista deixa a banda dando lugar ao Timo Tolkki, que assume também o papel de vocalista e compositor, já que Tuomo Lassila estava tendo dificuldades em tocar bateria e cantar ao mesmo tempo. Timo Tolkki foi o grande responsável por moldar a sonoridade e o estilo do Stratovarius, trazendo influências de música clássica e Heavy Metal Melódico, que na época era novidade. Tais elementos se tornaram marca registrada da banda.


Nemesis é o décimo quarto trabalho de estúdio da banda e o sucessor de Elysiun, lançado em janeiro de 2011 e o último a contar com Jörg Michael ( ex-Running Wild na época ) na bateria e o primeiro álbum a ter Timo Kotipelto como principal compositor, após a saída de Timo Tolkki, que se despediu de forma não tão brilhante nos presenteando com o Stratovarius de 2005, colocando todo o seu legado à prova, acompanhado por um Timo Kotipelto também não tão inspirado no momento e deixando a desejar sem aqueles agudos aos quais estávamos acostumados a escutar nos álbuns anteriores aos quais participou ( também, com tudo que estava acontecendo parece que não havia um clima dos melhores para se entrar em estúdio e fazer um trabalho à altura de seus antecessores ). Infelizmente nesta época, após a primeira separação da banda, o guitarrista sofria de problemas mentais, ou, distúrbio bipolar, para ser mais preciso. Fator este que precedeu um hiato de quatro anos sem um lançamento oficial dos finlandeses.

O local escolhido para o grande show foi o Carioca Club, a já bastante conhecida casa de shows localizada no bairro de Pinheiros ( Rua Cardeal Arcoverde, 2899 ), na zona sul de São Paulo, e que já se tornou um lugar sagrado e parada obrigatória para bandas de Rock n' Roll e Heavy Metal das mais diversas vertentes. Próximo do horário do show às 18h30, eu reparei que a casa estava cheia, mas não estava totalmente lotada, ao contrário de como ocorreu em outros shows ali realizados.

Naquele momento, ninguém tinha motivos para reclamar, pois se tratava de um show exclusivamente do Stratovarius e sem banda de abertura. E também não se tratava de uma tour conjunta ( que passou por São Paulo e teve um show realizado no Credicard Hall, no dia 06 de maio de 2011 - confira matéria no site Rock On Stage ) como aconteceu em 2010 e 2011 onde os caras excursionaram com a banda que praticamente inventou o Power Metal, no caso os alemães do Helloween na turnê de seu décimo sétimo álbum, o 7 Sinners, onde o Stratovarius fazia a apresentação de abertura e promovia o álbum Elysiun, lançado em janeiro de 2011 em diversos formatos, passando pelo cd, edição de luxo em digipack, cd duplo, single e até em vinil, após os singles Darkest Hours e Infernal Maze serem lançados. 

Minutos antes do horário marcado, os integrantes da banda subiam ao palco um a um e o vocalista Timo Kotipelto aparecia por último, tendo como fundo um telão com a bela imagem de capa do cd Nemesis. O show começou pontualmente às 19 horas. Seria esse um retorno triunfal do Stratovarius às suas origens, pois musicalmente o álbum Nemesis está muito próximo dos lançamentos mais antigos.


Os caras iniciaram muito bem o show com Abandon, que é a faixa de abertura do álbum Nemesis, e a seguir eles fizeram uma volta aos anos 90 e atacaram com o clássico Speed Of Light ( do álbum Episode de 1996, que foi o segundo a ter o Timo Kotipelto nos vocais, gravado no Finnvox Studios na Finlândia, lançado pela Noise Records e produzido pelo Timo Tolkki ), que foi bem recebido pelo público, que cantou em uníssono do início ao fim. Uma belíssima orquestração seguida por bateria e teclados davam início a Halcyon Days ( quarta faixa do álbum novo ), que é caracterizada pelos diversos efeitos eletrônicos durante quase toda a faixa, assim como algumas outras do mesmo álbum.

O show seguia com a bela, cadenciada e instigante balada Eternity ( também do álbum Episode ), tornando aquele momento um dos mais emocionantes da noite. Um dos pontos altos do show foi durante a execução de Dragons ( oitava faixa do novo álbum ), cantada em coro pelos ali presentes, com o seu refrão simples e bastante assimilável, acompanhada por uma bela melodia e um também belo solo de guitarra de Matias Kupiainen, e a belíssima performance vocal de Timo Kotipelto, que continua tendo um agudo super afinado.

Após a execução de Dragons, os membros da banda deixavam o palco e após alguns instantes o batera Rolf Pilve retorna e apresenta um solo de bateria animal, onde o cara esbanjou toda a sua técnica, precisão, velocidade e carisma ( fazendo até algumas firulas com as baquetas ) durante cerca de 10 minutos, prendendo a atenção de todos! Com certeza, os fãs aprovaram essa mudança no line-up, pois a galera aplaudia à beça! É claro, que os mais saudosistas nunca vão esquecer do legado do veterano Jörg Michael, que foi uma peça fundamental na banda deixando toda a sua pegada registrada em tremendos clássicos.


As próximas do setlist vieram a ser a sinfônica Eagleheart ( do Elements Part 1 - 2003, lançado pela Nuclear Blast e teve praticamente todo o material composto pelo antigo guitarrista ), Fantasy ( mais uma do novo Nemesis ) e Destiny do cd que carrega o mesmo nome, e o qual alcançou o 1º lugar nas paradas musicais da Finlândia em 1998. Esta última, sendo o ápice do show com orquestrações e solos de guitarra excepcionais, além do encerramento, que fez todos os presentes se emocionarem e, só para você ter uma ideia, a galera que estava próxima de mim, disse o seguinte: "Pronto, depois dessa eles não precisam tocar mais nenhuma, já valeu o ingresso!". Realmente essa faixa não poderia ficar de fora do show. Não seria exagero nenhum se alguns estivessem com os olhos marejados e cheios de brilho neste momento!

 Em seguida os integrantes da banda repetiam o mesmo ritual do solo de bateria, mas quem retornara para executar um solo foi o baixista Lauri Porra. Ele disse que havia feito uma música e que iria tocá-la aos presentes. E então ele começa a tocar uma mistura de samba com choro ( ritmos brasileiros ), e no refrão ele diz: "Que Porra!!!" ( devido ao seu sobrenome ) e o mesmo segue tocando, e novamente na hora do refrão todo o público grita numa só voz: "Que Porra", seguindo assim por uns dez minutos. Esse foi o momento mais hilário e descontraído da noite. Todos riam e se divertiam a valer àquela altura do show.

Bom, já na metade do show, era hora da banda apresentar mais um super clássico, no caso The Kiss Of Judas ( do álbum Visions - 1997 ), que traz um solo de guitarra insano de autoria do ex-guitarrista Timo Tolkki, porém, executado com maestria pelo Matias Kupiainen, que integra a banda desde 2008 e estreou com o álbum Polaris de 2009, o décimo segundo trabalho de estúdio da banda. Sim, em maio daquele ano o guitarrista e membro fundador do Stratovarius deixava a banda para integrar o Revolution Renaissance.

O experiente Jens Johansson, que outrora tocara com o Dio e Yngwie Malmsteen, deu continuidade ao espetáculo executando um belo solo no teclado. Ele entrou para o Stratovarius na época do processo de produção de Fourth Dimension de 1995 somando quase 20 anos de banda em seu currículo. Outro grande clássico do Stratovarius, a faixa Black Diamond ( também do Visions de 97 ), que tem uma introdução de teclado bastante similar à música Eternity ( já citada ) e outro solo grandioso de guitarra/teclados, foi a escolhida para encerrar a primeira parte do show. Escolha mais do que certeira para a ocasião.

E para o primeiro bis da noite os finlandeses executaram a bela e melódica If The Story Is Over ( outra do Nemesis ), a veloz, cadenciada e marcante Will The Sun Rise? ( presente no Episode ) e a acelerada Paradise ( do Visions ).

Após outro pequeno intervalo, a banda fecha com chave de ouro o setlist com Unbreakable, que foi o primeiro single do álbum Nemesis e uma música que se tornou o hino do Stratovarius, que é Hunting High And Low ( gravada no Infinite de 2000 ). Ao término do show, que durou 1 hora e 45 minutos ( set curto ), a banda era ovacionada pelo público que, se emocionou e cantou em coro em boa parte da apresentação, já que o álbum mais recente foi lançado há pouco tempo ( boa parte do público ainda não conhecia bem as letras das músicas ), e também aproveitou a oportunidade de prestigiar esse super show, já que esse seria o único aqui no Brasil. Eles ainda passariam por Argentina, Chile, Colômbia, e Uruguai, completando então a Turnê Sul-Americana.

Por Fábio Xavier
Fotos: Ronaldo Xavenco
Agradecimentos a Heloisa Vidal (Brasil Music Press) e a Free Pass Entretenimento pelo credenciamento e atenção. 


Set List:

1. Abandon
2. Speed Of Light
3. Halcyon Days
4. Eternity
5. Dragons
6. Solo (Bateria)
7. Eagleheart
8. Fantasy
9. Destiny
10. Solo (Baixo)
11. The Kiss Of Judas
12. Solo (Teclado)
13. Black Diamond

Encore 1:
14. If The Story Is Over
15. Will The Sun Rise?
16. Paradise

Encore 2:
17. Unbreakable
18. Hunting High And Low

STRATOVAIUS: BLOG ESPANHOL ENTREVISTA BAIXISTA

quinta-feira, junho 13, 2013
A banda:

Stratovarius é uma banda finlandesa de Power Metal formada em 1984. Desde sua formação (originalmente como Black Water), lançaram 15 álbuns de estúdio e dois álbuns ao vivo. Junto com Helloween, Dark Moor, Blind Guardian, Gamma Ray, HammerFall, Angra e Rhapsody of Fire, o Stratovarius é considerado um dos principais grupos do gênero Power Metal e Symphonic Metal.

A banda vem sofrendo com muitas mudanças caóticas: não há nenhum membro fundador da banda desde a saída de Tuomo Lassila em 1995; atualmente, o membro mais antigo da banda é Timo Kotipelto, que se juntou à banda em 1994.

O disco:

Nemesis (2013) é o décimo quinto álbum de estúdio da banda de Power Metal finlandesa Stratovarius, que foi lançado em 22 de fevereiro de 2013; é o primeiro álbum com Rolf Pilve que substituiu Jörg Michael na bateria. Timo Kotipelto disse que este álbum é o novo estilo da banda, é um álbum que tem tudo do começo ao fim. Nemesis (2013), reúne as melhores características do metal melódico, poderoso, fresco e tecnicamente preparado pela banda, tudo temperado com um incrível senso de melodia.


O álbum foi produzido e mixado por Matias Kupiainen e masterizado por Mika Jussila nos estudios Finnvox. Em apenas uma semana, o álbum alcançou a 3ª posição na Finlândia, alcançando disco de ouro. Timo Kotipelto disse: "Este álbum tem um som mais escuro e mais moderno. Nós, como uma banda, passamos por muitas coisas e amadurecemos como compositores. O processo deste álbum foi mais fácil do que antes, porque nós pudemos dar todo o tempo que Matias Kupiainen precisava". Sobre o primeiro single, Unbreakable disse que "é uma canção muito importante para mim e a letra tem um significado muito pessoal. Às vezes, você pode sair da neblina do dia a dia e ver o que é importante. E quando você está nesse momento especial quando você tem esse sentimento especial, você é invencível, inquebrável. Você realmente precisa parar e desfrutar da sensação. Mesmo se todo mundo se destruir amanhã. " A canção Halcyon Days também foi lançada como demo e como videoclipe, que foi lançado em março de 2013.

A entrevista:

A música do Stratovarius soa como uma linda mistura entre Hard Rock com Heavy Metal, soando como nos anos 70 e 80 e uma grande paixão pela música, com a força do Stratovarius. Então, qual é a real influência musical?

Lauri: Várias influências. As originais são: Deep Purple, Rainbow, Malmsteen, música finlandesa e música clássica. Hoje temos influencia de tudo, desde músicas de metal até trilhas sonoras de filmes até música eletrônica. O Stratovarius ainda é uma banda de metal, mas sempre foi uma banda com mente aberta.

Qual a diferença entre a música do Stratovarius hoje e a música de (quase) 30 anos atrás?

Lauri: Os tempos mudam, pessoas mudam e a música muda. A vida que vivemos nos dá influências que você pode ouvir na música. E também, muitos músicos mudaram durante os anos. Novas pessoas, novas influências. Seria sem sentido fazer tudo igual de novo. Se você quer algo igual ao material antigo, então só escute os álbuns antigos.


Essa não é a sua segunda vez fazendo tour na Espanha. O que vocês irão oferecer nos seus shows e o que você espera dos espanhóis dessa vez?

Lauri: Nós vamos oferecer o melhor show que pudermos. Várias músicas novas combinadas com as antigas clássicas. Um pouco de cara para todo mundo. Os fãs espanhóis sempre foram legais com o Stratovarius por tantos anos e nós queremos devolver isso os presenteando com um show que irá explodir suas cabeças! Nós esperamos que eles venham ver o show e fiquem malucos!

Vocês tem alguma surpresa ou algum plano alternativo para essa tour de 2013? Você poderia antecipar alguma coisa para nós? E sobre um novo álbum?

Lauri: Agora estamos concentrados na tour, o novo álbum pode esperar. Nós tentamos tocar em diferentes países e fazer tantos shows que pudermos, fazer uma boa música e ter bons momentos.


Você acha que o mundo digital vai terminar com a música que nós conhecemos hoje? Qual você acha que será o futuro da música?

Lauri: Música e arte sempre mudam e sempre progridem. O tempo dos álbuns físicos está chegando ao fim. Só o tempo irá dizer o que vai acontecer depois. A única coisa que eu acredito é que terá ótimas músicas e arte também no futuro. O progresso não pode ser parado, então por que lutar contra ele?

Qual a sua melhor memória sobre a música?

Lauri: Eu sou da quarta geração de músicos, minha vida inteira é uma memória da música. Minha mãe toca Oboé. Quando eu era muito pequeno, eu sempre lembro minha mãe praticando escalas no Oboé. É uma boa memória.


O que você pensa da atual situação econômica da Europa e do mundo em geral?

Lauri: Nós fazemos música, deixamos política para os outros.

Miscelânea

Poderia nos dizer sobre...

Um livro?

Lauri: Qualquer um do Michel Houllebeq ou Virginie Despentes.

Um filme?

Lauri: A Trilogia Batman, do Christopher Nolan.

Uma música?

Lauri: Unbreakable (2013), Stratovarius.

Um álbum?

Lauri: Master of Puppets (1986), Metallica.

Uma banda ou solista?

Lauri: Qualquer um que tenha a coragem de presentear a sua alma para os outros na linguagem da música.

Muito obrigado. Lembranças da Espanha.

Tradução: Marina Cruzeiro

STRATOVARIUS: METAL 4 ALL ENTREVISTA VOCALISTA

terça-feira, junho 11, 2013
Sentar-se frente a frente com Timo Kotipelto para tratar de questões sensíveis não é um desafio fácil. Deve ter muito tato para tratar de questões como, principalmente, a saúde de Tolkki e as dificuldades que o Stratovarius tem passado nos últimos anos. Talvez com outra pessoa não teria sido possível investigar esses problemas sem que pareçam sujos, mas Kotipelto, com a sua habitual calma e educação, fez desta entrevista complicada algo fácil e até agradável. Com idéias claras sobre Stratovarius, Timo nos mostrou uma banda totalmente reabilitada e confessa estar melhor do que nunca.

Metal4All: O que significa esse cd na história do Stratovarius?

Timo Kotipelto: Oh, é um novo capítulo, um novo começo. Anote o nome do álbum: "Stratovarius". Muitas vezes, os grupos dão paraseu primeiro álbum o nome da banda. No Stratovarius tem havido muitas mudanças e colocamos esse título como todas essas bandas, como se estivéssemos começando do zero. É simbólico, um novo capítulo. Temos um novo baixista também e tudo vai ser muito melhor.

M4A: Para alguns fãs esse álbum soa mais comercial. Vocês fizeram assim para conquistar o mercado americano, talvez?

T.K.: Não tem nada a ver com isso. Quando Tolkki compôs as músicas, ele não estava em boas condições de saúde, você sabe, naquela época ele estava muito deprimido. Nessas ocasiões, a última coisa que se pensa é que as músicas tem que soar de uma determinada maneira. Para nós era importante para ver se seriamos capaz de fazer um álbum e nos mantermos juntos.

M4A: Me surgiu a pergunta: o que aconteceu dentro da banda afetou as vendas do seu trabalho para melhor ou para pior?

T.K.: É claro, têm afetado, e para pior. Tolkki quase destruiu completamente a banda. Pensar nisso não ajudou muito pois ele fez as coisas que ele fez ... Eu acho que com essa turnê não estamos convencendo muitos fãs que estamos avançando, vamos ter sorte tantos fãs quanto nas outras turnês. Mas nós estamos fazendo isso porque queremos, não por dinheiro ou qualquer coisa do gênero. Queremos mostrar que ainda estamos aqui.

M4A: Qual é a razão principal, a mais óbvia que fez com que o Stratovarius tivesse essa má sorte nos últimos anos?

T.K.: Em sua maior parte a doença Timo Tolkki. Não só afetou a banda, mas também feriu seus amigos, sua família, e principalmente a si mesmo. Mas agora temos evitado o problema e tentamos ajudá-lo. Se você fizer alguma coisa errada e eu não sei que você tem um problema, você provavelmente vai dizer: "mas o que diabos você está fazendo, seu idiota", e iriamos brigar, mas se sabemos que você não está bem, é diferente. Ele está ciente que sua doença não tem limites e muitas coisas mudaram dentro banda. Por exemplo, Timo não é o único tomador de decisão. No entanto, continua a produzir, compor e tudo isso ... Na verdade, não é o primeiro músico que tem uma doença mental, tiveram muitos antes e eles eram grandes gênios.

M4A: Os títulos das músicas têm a ver com a história do Stratovarius ...

T.K.: Exato. Timo escreveu a maioria das letras das canções, eu só fiz duas desta vez. Quando ele estava tão doente que queria remover de sua cabeça todos os seus pensamentos negativos, então as letras não são muito positivas. A última canção, "United", é pela banda, mas também pelos fãs. Como se estivéssemos todos unidos. Quando tocamos ao vivo essa música nunca é do Stratovarius, é de 50% para nós e 50% das pessoas.

M4A: Há um que fala de Hitler. Por que você tem interesse nele?

T.K.: Não foi a coisa banda, mas Timo. Mas eu vou te dizer a verdadeira intenção por trás: A canção é sobre um personagem histórico mesmo morto parece vivo e que as pessoas não se esqueçam o que aconteceu há quase 70 anos. Nós deveríamos ter aprendido com o exemplo do Holocausto nazista, que nenhum homem pode ter tanto poder sobre as pessoas. Estamos vendo agora com esse cara, o presidente dos Estados Unidos. Ele pode fazer o que quiser, pode matar todas as pessoas que der na cabeça e nada vai acontecer. É estúpido porque as pessoas não fazem nada, não se movem. Nós nos queixamos muito sobre o que aconteceu há muito tempo, como era horrível e não fazemos nada quando vemos nos dias de hoje, diante dos nossos olhos. Acima disso é a canção que devemos aprender com o passado ...

M4A: Lembro-me em um ponto no drama do Stratovarius, Timo Tolkki verificou se Jens, Jörg e você queria ficar. Jens optou por ficar, apesar de tudo, mas não você. Por que você escolheu essa opção em vez de insistir como Jens fez?

T.K.: Tem a ver com a nossa personalidade, que são muito diferentes. Jens ... Eu não vou dizer que é louco, vamos dizer que ele vive de uma forma mais estranha. Temos gênios totalmente opostos. Jörg e eu temos formas muito parecidas de pensar, que nós não gostamos de nos cobrir com mais merda do que o necessário, mas Jens é muito diferente, ele não se preocupa muito com nada nesta vida. E é claro que foi por causa Jörg e eu não concordavamos com as loucuras que Timo pensava. Isso facilitou a nossa marcha.

M4A: Eu acho que você não tem muito boas recordações da Espanha depois que o festival em Granada, em que agrediram Tolkki. Existe algum receio com o desempenho de hoje?

T.K.: Nós tocamos em Murcia e Barcelona e a resposta tem sido muito boa, então não temos nada a temer. Os fãs espanhóis sempre nos apoiaram tanto, temos encontrado muito carinho cada vez que estivemos aqui. O de Granada... você vê, algumas pessoas que são doentes da cabeça e algumas pessoas não, tocamos para os últimos. Simples assim.

M4A: Eu gostaria de perguntar sobre Miss K, que me desperta muita curiosidade. O que aconteceu com ela depois de tudo?

T.K.: Ouvi que Timo prometeu produzir seu álbum. Eu sei que tinha algumas músicas.

M4A: Chegasse a conhecer ela?

T.K.: Não, na verdade não. Escutei alguma demo sua, mas nada mais.

M4A: E eram boas?

T.K.: Sem comentários.

M4A: Ok, próxima pergunta (risos). Você não teme que todo o inferno que viveram possa se repetir?

T.K.: Claro que pode. Muitas depressões nunca cicatrizam, eles estão sempre lá, só às vezes é melhor e às vezes pior. Felizmente sabemos os sintomas, tanto ele como nós, sabemos o que pode acontecer e o que fazer em caso de uma recaída. Não é como uma febre, que você toma uma aspirina e ela vai embora, a pior coisa sobre isso é que está sempre lá. De qualquer forma nem tudo são coisas negativas, porque acreditamos que sem que a doença ele não tinha feito tantas músicas boas no passado. Não é uma bênção, mas não podemos ver tudo preto. Agora também ele está indo muito bem, e nós tentamos o ajudar de todas as maneiras possíveis. Especialmente nessa turnê eu estou vendo o grupo muito melhor. Temos um novo baixista que se encaixa perfeitamente com o Stratovarius. As coisas estão se mostrando fácil.

M4A: Justamente agora ia te perguntar sobre o Lauri...

T.K.: Lauri é um dos meus melhores amigos, e nós tocamos juntos em minha turnê solo. Para mim é o melhor baixista na Europa. Ele é inteligente, toca do jazz ao funk ... é muito bom. Jari também é muito bom, é claro.

M4A: O que aconteceu com ele?

T.K.: Tem mais uma nova banda, mas não quer fazer uma turnê. Ele casou-se há dois anos e gosta muito estar em casa, você sabe como essas coisas de amor ... (risos)

M4A: Última pergunta: podes nos atualizar sobre seu trabalho solo?

T.K.: Eu estive compondo para algumas músicas, eu tenho oito ou dez listas, mas não fiz letras nem tenho feito qualquer ensaio com nenhum músicos ainda. Talvez em 2006 comece a gravar alguma coisa, mas isso depende do que acontecer com o próximo álbum do Stratovarius. Temos alguns planos para escrever e gravar outro álbum. Depois disso, vamos ver. De qualquer forma, eu queria fazer algo diferente e espero que eu possa ter os mesmos músicos da última vez. Eu tenho muita sorte, porque todos eles são muito bons, mas eles também têm outros projetos. Espero que o próximo pareçamos mais como uma banda, quero apresentá-los como membros da banda, e não como artistas convidados. Eu também queria sair em turnê com eles, porque como eu disse ao Lauri ontem, é melhor quando você não vai de artista principal. Você tem tempo para tocar e, em seguida, tomar um banho, tomar uma cerveja e ver o resto dos concertos. Então fizemos a turnê com esses caras tão bons... Epica!

M4A: Bem, não há mais perguntas, obrigada Timo.

T.K.: De verdade?

M4A: De verdade, te deixo em paz

T.K.: Você não quer falar de política, ou computadores com Jens ...

M4A: Eu acho que é hora de fazer a foto de sempre. Muito obrigado por tudo, senhor, e boa sorte nessa segunda fase.

Tradução: Marina Cruzeiro

Fonte: Metal 4 All

TIMO KOTIPELTO: "ÀS VEZES É MUITO DIFÍCIL SER ORIGINAL"

domingo, junho 09, 2013

O lançamento de "Nemesis", o retorno à America do Sul, e até mesmo o desejo de continuar com sua carreira solo: Timo Kotipelto conta as novidades para o pessoal do Latin Metal em uma entrevista exclusiva.

Latin Metal: Stratovarius tem dezessete álbuns lançados até agora, tendo passado por mudanças significativas em sua formação. Você acha que, enquanto você e Jens Johansson acrescentam um componente clássico, os novos membros conseguiram imprimir visão mais moderna nos últimos tempos para diversificar a sua produção?

Timo Kotipelto: Bem, acho que não se trata apenas sobre Jens e eu. Claro que temos trabalhado tanto tempo juntos que, como você diz, somos a essência do grupo. Mas com a nova formação temos compartilhado tantos shows nos últimos três anos, e também tendo passado pela experiência de criar o nosso último álbum com Matias e Lauri, que fazem parte da nossa família. E não pense que eles são o motor da mudança, eu acho que o Stratovarius em si que tem a capacidade de se renovar e mudar sua direção musical. Neste álbum, tentamos fazer algo novo, em vez de tentar copiar o nosso estilo, de somar novos elementos. Por exemplo, tentamos fazer com que a melodia fosse primordial ao invés de velocidade, e isso é o que dá esse caráter moderno e ordenado, ou pelo menos é o que eu sinto quando ouço as músicas.

LM: No Nemesis a produção ficou exclusivamente com o Matias Kupiainen, ao passo que anteriormente tinha ele compartilhado esse trabalho com outros técnicos. Você notou que a diferença também pode estar ligada a esta mudança no modo de trabalho, fazendo um álbum mais consistente internamente?

TK: Claro! Eu acho que foi natural. Matias foi responsável por metade da produção do trabalho anterior, mas por sua vez havia participado da gravação de três álbuns, e fez alguns arranjos para adicionar à seção de teclados. Então, de certa forma, poderia capturar o que nós estávamos procurando. E decidimos confiar nele e em suas habilidades. Estou muito satisfeito com o resultado final do seu trabalho, eu realmente gosto do som que Matias alcançou. Talvez este álbum é mais obscuro e mais pesado, mas é como eu acho que todo álbum do Stratovarius deve soar neste novo milênio. Estou muito feliz, e realmente ansiosos para a hora de compor um novo trabalho, porque eu sei que podemos contar com ele para a tarefa.

LM: Vocês já levantam a hipótese que uma mudança nesse sentido poderia ser chocante para aqueles que esperam um retorno de álbuns como Visions ou Episode, que são considerados os mais clássicos e os mais completo da carreira da banda?

TK: Sim, desde o início, sabíamos que nossos fãs antigos ficariam surpreso. Mas, novamente, sabemos que é muito fácil de voltar para o passado para copiar, e é claro que poderia ter copiado algumas das nossas músicas de um desses dois álbuns, mas tentamos ficar longe de tudo, para que a composição nascessse naturalmente. Nós fizemos a música que vai conosco neste momento que a banda está passando, e nós sabemos que os nossos verdadeiros fãs vão gostar. Há mais músicas em que os teclados têm preponderância, e seria estúpido não utilizar esse recurso tendo um tecladista como Jens. Claro que você pode fazer como o Iron Maiden ou AC / DC, que é sempre o mesmo, mas nunca é ruim tentar algo novo.

LM: A balada "Old Man And The Sea", que aparece como uma faixa bônus em uma das edições especiais de Nemesis refere-se ao romance de Ernest Hemingway? Se sim, por que se inspiraram em uma história concebida pelo famoso escritor durante sua estadia em Cuba?

TK: Eu não sei, porque foi o Lauri quem escreveu, então eu não tenho idéia (risos). Mas o que posso inferir a partir da letra é sim, a história de um homem que, apesar de sua idade encontra a juventude perdida com a brisa do mar, lembrando que seu pai lhe havia dito quando criança, retornando mentalmente à sua pátria. E eu acho que é o que Hemingway queria transmitir através de seu romance. Também foi Lauri que escreveu a letra de outra música, chamada "Fantasy". Mas eu compus a maioria, entre os quais estão "Stand My Ground" e "Out of the Fog", ligado à experiências pessoais e minha visão sobre determinados eventos. Isso é sobre o que eu escrevo, acima de tudo. "Out of the Fog" é sobre os jovens forçados a ir para a guerra, mas outras músicas são relacionadas mais ao âmbito privado.

LM: Em relação a este aspecto, quando você considera o conteúdo de músicas como "Paradise", pode-se concluir também que o Stratovarius sempre foi uma banda que se preocupa com as questões ambientais. Você acredita que através da música pode se conscientizar o público?

TK: Eu acho que pode ajudar muito. Porque alguém ouve o que você está cantando e pode refletir, mudar sua postura. É claro que apenas isso não é suficiente para alterar a situação. A partir do momento que escrevi este tema, você poderia fazer uma linha do tempo e mostrar que as potências mundiais, como a China e os Estados Unidos não se preocuparam nem um pouco com este problema. Na minha opinião, essa é uma posição estúpida. Todos os governos deveriam estar envolvidos, também porque essas mesmas potências temregiões que estão contaminadas. Eu não sou um político, e eu não quero fazer política, mas é claro que eu quero escrever coisas que afetam a todos nós para podermos pensar juntos como alterá-las.

LM: Já que você mencionou os Estados Unidos, um país que, historicamente, não tem sido muito receptivo ao Power Metal Europeu, por que vocês decidiram fazer a festa de lançamento do Nemesis lá?

TK: Felizmente, o público americano não ouve apenas Thrash e Death Metal, apesar de ser o mais se escuta lá, junto com a música Rap (risos). Mas nossa gravadora conseguiu um lugar em Nova York para fazer a festa de lançamento do disco, algo que nunca tinhamos feito com Stratovarius, então assim que sugeriram, eu pensei que era ótimo. Foi uma festa em um lugar pequeno, onde nós simplesmente ouvimos o álbum com os nossos fãs americanos. Nós não tocamos, só reproduziram as músicas. Jens e eu fomos sozinhos, conversamos com as pessoas, tiramos fotos e autógrafos.

LM: Jörg Michael recentemente deixou a banda efoi substituído por Rolf Pilve na bateria. O seu problema de saúde foi um fator determinante quando tomar essa decisão?

TK: Na verdade, os problemas com ele começaram há cinco anos, porque ele não queria mais tocar, embora ele pudesse. Ele decidiu não tocar mais, e talvez seja melhor para nós também. De qualquer forma, ele continua trabalhando conosco, pois faz parte da nossa agência de booking, e ainda é nosso amigo, mesmo que não tocando juntos. Jörg tem algumas bandas jovens que maneja e que fazem festivais na Alemanha, e talvez por essa razão, também lhe facilitou as coisas para parar de tocar. Agora você tem mais tempo para se dedicar ao si próprio. Mas foi algo relacionado ao seu problema de saúde. Quero dizer, ele tinha câncer, mas que superou por tratamento durante anos, e agora está bem.

LM: Juntos, você e ele deixaram o Stratovarius em um momento de crise, em 2003, e posteriormente foi Timo Tolkki que deixaria a banda... Você acha que esta era uma oportunidade que tiveram de começar a trabalhar a partir do zero de novo, em um ambiente não tão estressante?

TK: Sim, naquela época nós fizemos isso ser muito mais fácil na banda, porque podemos concentrar no que nos ocupava, que era fazer música e shows ao vivo. Esse é o ponto. Houve problemas com o selo no início, que foram resolvidas em um primeiro momento, então Tolkki saiu e decidimos ir em frente, para não decepcionar nossos fãs. Nunca voltamos a entrar em contato com ele, embora ele tenha tentado entrar em contato comigo novamente. De qualquer forma, convidou-me para cantar ao vivo, nunca para compor, por isso é algo que não me interessa.

LM: Qual é o status atual de seu projeto solo, bem como o do Cain’s Offering, a banda paralela que você fundou com Jani do Sonata Arctica, e quais são os planos que você tem para o futuro de ambas as bandas?

TK: Com o Cain’s Offering nunca tivemos a oportunidade de nos apresentarmos ao vivo, e não vamos mais fazer neste momento. No entanto, eu acho que é um dos melhores álbuns que eu participei porque Jani é um compositor realmente muito talentoso e um excelente tecladista. Essa é a razão pela qual nós estávamos trabalhando em formato duo, e vamos lançar um álbum duplo acústico no futuro. Com Jani me sinto confortável para compor músicas que talvez eu não possa por no Stratovarius, embora a banda esteja escrevendo material novo também. Talvez possamos nos apresentar na Argentina, uma vez que sabemos que o apoio que temos na América do Sul, mas deve ser quando eu não estiver tão ocupado com o Stratovarius. Eu não tive tempo para compor algo para o meu próximo álbum solo. A razão pela qual eu comecei a minha carreira solo foi porque eu não tinha oportunidade de compor para o Stratovarius, já que Timo queria compor tudo, mas agora a situação é diferente.

LM: Como vocalista, eu imagino que você presta atenção às novas e emergentes vozes na cena. Por que você acha que há uma necessidade por parte da geração mais jovem a explorar formas vocais guturais, ao invés de uma técnica limpa?

TK: Eu acho o gutural muito interessante, e algo que eu possa fazer, porque eu também aprendi recentemente, embora não é o meu estilo. De qualquer forma, não importa se você faz  vocais guturais, o fundamental é encontrar seu próprio estilo. Você tem que ser reconhecido, você tem que fazer a diferença e não apenas copiar o que todo mundo faz. Às vezes é muito difícil ser original, mas é importante encontrar suas próprias capacidades. Não é impossível.

LM: Você visitou a Argentina em várias ocasiões, e conheceu nosso público, e eu imagino que mesmo você vai ter a oportunidade de dar algumas voltas em Buenos Aires. O que você espera desta nova turnê que vai começar em maio, que será a primeira com Rolf Pilve como baterista?

TK: Bem, em primeiro lugar, Buenos Aires é uma das cidades mais bonitas do mundo, por seu espaço, por sua arquitetura e pelas pessoas que ali vivem, que são muito simpáticas. A última vez teve um vídeo de um amigo gravado lá, para a canção "Under Flaming Skies", que mostra que a Argentina é muito importante para o Stratovarius. O que não sabemos é que expectativas têm Rolf, ele vem fazendo tour conosco, mas ainda não na América do Sul; na verdade, eu acho que ele nunca foi até lá por conta própria (risos). Mas eu acho que vai ser muito bom para ele ouvir as pessoas cantam tão forte em Buenos Aires. Ainda me lembro quando eu comemorei meu aniversário de trinta anos ali, diante de duas mil pessoas cantando comigo ... E foi incrível.

Nossos agradecimentos à Gabriela Sisti, assessora de imprensa da Stargate Productions, por possibilitar a realização desta entrevista.

Tradução: Marina Cruzeiro

Fonte: Latin Metal

STRATOVARIUS: BANDA JUNTA-SE AO LINE UP DO FESTIVAL SIEMBRA Y LUCHA

quinta-feira, junho 06, 2013

O maior festival de Rock e Metal da América Central se aproxima e ele continua com os esforços para trazer para a Costa Rica as bandas mais importantes do gênero pesado do mundo, ontem que a produção através de seu Facebook oficial anunciou a incorporação do STRATOVARIUS com o cartaz que vemos entre os 6 e 8 de dezembro de 2013 em Finca La Lucha de San Cristobal em Desamparados.

Com isso, é a segunda vez que popular banda finlandesa toca na Costa Rica, após seu concerto de 20 de abril de 2012,  juntamente com Helloween no Clube Pepper.

Com a adição do STRATOVARIUS cartaz vem a um total de dezesseis bandas internacionais onde encontramos os seguintes exemplos:
  • Suffocation, Death Metal.
  • Sabaton, Power Metal.
  • Overkill, Thrash Metal.
  • Meyhem, Black Metal.
  • Immolation, Death Metal.
  • Dio Disciples, Heavy Metal.
  • Korpiklaani, Folk Metal.
  • Alestorm, Folk/Power Metal.
  • Tristania, Gothic Metal.
  • Sanctuary, Power Metal.
  • Lujuria, Heavy Metal.
  • Kraken, Heavy Metal.
  • Virginia Clemm, Deathcore.
  • Delirium, Thrash Metal
  • Saurom, Folk Metal

STRATOVARIUS, LAMA, DREAMTALE, BETRAYAL AT BESPIN NO LINE UP DO TUSKA OPEN AIR 2013

quinta-feira, junho 06, 2013
Tuska Open Air Metal Festival emitiu a seguinte atualização:

O Festival Tuska  que terá espaço em Suvilahti, Helsinki, Finlândia entre 28 e 30 de  junho confirmou  mais atrações para a Line up de 2013

Os fãs de metal melódico são tratados com dose adequada como o lendário Stratovarius  e também o Dreamtale vai tomar o palco do Tuska. Stratovarius se apresentará no domingo e Dreamtale na sexta-feira. Um dos da Finlândia, todos os grandes nomes do punk tempo, LAMA será apimentar as coisas no sábado 29 de junho. Da Finlândia atmosférica BETRAYAL AT BESPIN foram adicionados ao projeto de lei para o domingo 30 de junho.. Stratovarius será exibido no domingo e Dreamtale na sexta-feira. 


Um dos maiores nomes do punk de todos os tempos na Finlândia, LAMA irá apimentar as coisas no sábado 29 de junho. Betrayal of Bespin foi adicionado ao projeto para o domingo 30 de junho.

Mais algumas adições serão feitas para completar o line-up de mais de 40 bandas durante o fim de semana. Horários exatos serão revelados no final do mês.
Bandas confirmadas para Tuska 2013:

Sexta-feira 2013/06/28
KING DIAMOND, BOLT THROWER, AMORPHIS, WINTERSUN, THE DILLINGER ESCAPE PLAN, IHSAHN, ABHORRENCE, TORTURE KILLER, LEPROUS, DREAMTALE, KUOLEMANLAAKSO, SEREMONIA, TOMBSTONED, CUT TO FIT

Sábado 2013/06/29
TESTAMENT, KREATOR, STAM1NA, SOILWORK, LAMA, WE BUTTER THE BREAD WITH BUTTER, BLACK CITY, VON, URFAUST, LOST SOCIETY, DARK BUDDHA RISING, DR. LIVING DEAD!, DE LIRIUM’S ORDER, WHISPERED, BLOODRED HOURGLASS, RATFACE, BALTIMOR

Domingo 30.6.2013
NIGHTWISH, ASKING ALEXANDRIA, STRATOVARIUS, AMARANTHE, BARBE-Q-BARBIES, DEATH HAWKS, SANTA CRUZ, BETRAYAL AT BESPIN, KHROMA

Melhorias para a área do festival
A área ‘’Summer Bay’’ do festival passará por algumas reformas bem-vindas, os palcos ao ar livre será situado diferente para maximizar a experiência de música ao vivo. Devido à mudança das fases, a tenda será substituída por praça de alimentação bastante reforçada. Terceira fase dentro de casa localizada na Kattilahalli e o prédio também passou por uma grande reforma com melhor som e um ambiente aconchegante. O mapa da melhor área Tuska festival será revelado no início de junho.

REVISTA INFERNO FESTIVAL  GRATUITA
TUSKA oferece para os primeiros 10.000 compradores dos tickets a revista Inferno Festival gratuita, que você receberá por e-mail em 20/06/2013 (preço € 6,50). Deixe o seu contato aqui www.inferno.fi /tuska. (Oferta válida apenas para a Finlandia)


Tradução: Daiane Aguilär

TIMO KOTIPELTO: “ESSE É NOSSO MELHOR ÁLBUM EM ANOS. STRATOVARIUS ESTÁ DE VOLTA!”

segunda-feira, junho 03, 2013
Stratovarius vem servindo ao Power Metal gloriosamente por quase três décadas lançando obras primas. Alguns dos álbuns mais inspiradores do gênero são deles. Com a iminente chegada à Grécia e pelo seu novo álbum “Nemesis”, a Rock Overdose falou com o vocalista Timo Kotipelto...

RockOverdose.gr: Primeiramente eu gostaria de parabenizá-lo pelo “Nemesis”. É um dos melhores lançamentos de Power Metal de 2013. E essa é uma surpresa agradável. Qual é o retorno que vocês tiveram dos fãs até agora?

Timo: Muito obrigado! O retorno tem sido muito, muito bom! Parece que os fãs pensam que esse é o nosso melhor álbum e muitos anos. Stratovarius está de volta!

RockOverdose.gr: Não que eu não goste de “Polaris” e “Elysium” mas eu tenho a impressão que “Nemesis” está em um nível mais alto. O que você acha que levou a esse resultado?

Timo: Tem várias razões, provavelmente. Eu acho que uma delas é devido ao fato que agora Jens, Lauri, Matias e eu já havíamos gravado dois álbuns (antes de Nemesis) juntos e fizemos muitas tours. Dessa vez Matias também estava mixando o álbum. Nós estamos crescendo juntos. E claro, Rolf sendo um garoto novo está trazendo muita energia nova para a banda.

RockOverdose.gr: Eu tenho notado que “Nemesis” não é super produzido, algo que permite as músicas respirarem e as melodias se desenvolverem. Eu quero dizer, é claro que tem teclados, mas não com um sentido sinfônico. Foi algo intencional escrever músicas mais pesadas?

Timo: Sim. Nós não queríamos outro álbum como o Elements cheio de orquestração. Esse é mais metal do que Symphonic Metal. E também as músicas não precisavam uma grande orquestra.

RockOverdose.gr: Parece que vocês gostam de escolher nomes gregos para seus álbuns ultimamente, antes “Elysium”, agora “Nemesis”. Por que Nemesis? Vocês conhecem a mitologia grega?

Timo: A história grega é muito fascinante e com grandes lendas e mitos! Dessa vez foi Matias quem sugeriu o título para o álbum. Nemesis é um nome excelente para esse álbum.

RockOverdose.gr: Nós estamos felizes em ver que vocês e Timo Tolkki estão em boa forma, produzindo álbuns importantes esse ano. Você já ouviu seu projeto “Avalon”? Qual a sua opinião?

Timo: Também estou muito feliz por ele e gosto do fato que ele está trabalhando e produzindo músicas legais.

RockOverdose.gr: Vocês já pensaram em novas músicas ou ainda é muito cedo? Alguma direção ou cronograma?

Timo: Ainda é um pouco cedo. Talvez nós vamos começar a compor depois que a tour Sul-Americana tenha terminado.

RockOverdose.gr: Como é o sentimento de ser um dos fundadores e líderes do gênero Power Metal, tendo influenciado outros gigantes como o Nightwish, etc?

Timo: Eu me sinto muito honrado e humilde quando grandes bandas como o Nightwish dizem que nós os inspiramos! É verdade que nós somos uma das primeiras bandas finlandesas a ter sucesso internacional. E eu me sinto feliz quando vejo novas bandas boas vindas da Finlândia.

RockOverdose.gr: Vocês tem um novo baterista desde o ano passado, Rolf Pilve. Como você se sente tendo Rolf no time? O novo sangue está dando a vocês uma inspiração adicional?

Timo: Primeiramente, Rolf é um baterista brilhante e um rapaz muito legal. Ele trouxe uma nova energia para a banda. Eu também sinto que a banda está mais viva do que alguns anos atrás. E os fãs aceitaram Rolf e o receberam muito bem. Toda vez nós vamos e tocamos ao vivo e nos divertimos muito. Como vocalista é um sentimento muito bom ter tantos músicos ótimos na sua banda. Eles são todos soberbos!

RockOverdose.gr: Ano que vem é do 30º aniversário da banda, se estou correto. Vocês planejaram algo especial para celebrar a ocasião?

Timo: Nós não pensamos. Eu estou na banda por 20 anos, mas os outros membros não. Mas talvez nós pensaremos em algo.

RockOverdose.gr: Em quase um mês vocês irão visitar a Grécia. O que você lembra da sua última visita aqui e o que você espera dos fãs gregos? O setlist incluirá músicas de toda a carreira? Alguma surpresa?

Timo: Os fãs gregos são definitivamente um dos melhores! Bem barulhentos mas também pessoas legais de conversar. Nós não tocamos nada dos primeiros álbuns. É bem difícil fazer um setlist, já que nós lançamos muitos álbuns do Stratovarius. Nós vamos tocar muitas músicas do Nemesis, sem esquecer de alguns hits antigos.

RockOverdose.gr: Vocês irão tocar com Secret Illusion e Silent Rage. Você já ouviu a música deles? Se sim, qual a sua opinião? Você conhece outra banda grega?

Timo: Eu não escutei nada deles ainda. Talvez eu escute algo quando tiver tempo. Claro que conheço Gus G e Firewind.

RockOverdose.gr: Por favor, termine essa entrevista com uma mensagem para os fãs gregos. Obrigada pelo seu tempo e nós estamos esperando a sua presença na Grécia!

Timo: Eu estou muito feliz que estou voltando para a Grécia! Estou esperando para ter uma ótima festa Power Metal com vocês! Efkharisto!!!

Para RockOverdose.gr: Kleanthis Papagianopoulos

Tradução: Marina Cruzeiro

AS REGRAS DO POWER METAL - PARTE II

segunda-feira, junho 03, 2013
Um verdadeiro guerreiro do metal sempre tenta ser ainda mais épico. Conheça outras 101 regras do Power Metal. Adaptação livre da segunda parte do texto “101 rules of Power Metal” da www.metalstorm.ee para português. Hail to the king!

1. Jeans e couro foram embora com o Saxon. Seda e aço é a nova moda.

2. Se você fizer questão de misturar os gêneros, power metal ainda é o tipo dominante. ( blackened power metal, por exemplo) Essa posição é reforçada pelo argumento de que Power Metal é infinitamente mais épico do que os outros estilos, mas também porque “empowered” death metal soa meio ridículo.

3. Nem todas as pessoas do mundo têm a sorte de ter um sofá para matar. Cante um lamento heróico em memória dessas bravas almas antes que você entre em luta corporal com a sua mobília.

4. Mesmo que você não saiba nada sobre Política Internacional, você ainda pode escrever histórias sobre Relações Internacionais entre reinos mágicos.

5. Quando eu digo “relações internacionais”, eu quero dizer “guerra”. Ninguém quer ouvir hinos do aço majestoso sobre embargos comerciais.

6. Quando der entrevistas, não se esqueça de mencionar Thor como uma das suas influências musicais.

7. Temas abertamente religiosos geralmente são uma má idéia. Escrever canções extremamente vagas sobre “destino”, “tempo”, “zodíaco” e outras metafísicas é um caminho muito mais seguro

8. Relance todo o seu catálogo de álbuns com uma música extra no Japão. Então faça todo mundo pagar três vezes mais por algo que eles já tem por causa de
uma “Lado B” e um Cover do Helloween.

9. Se você fez algum cover dos CD’s do Helloween “Pink Bubbles Go Ape” ou do “Chameleon”, faça um favor ao mundo e se mate.

10. Fogos de artifício são épicos. Lembre-se de chamá-los no palco de “Bafo do Dragão”, ou “Fagulhas da Bigorna do Sagrado Ferreiro”

11. Uma observação sobre fogos de artifício: Não se ateie fogo como James Hetfield. Guerreiros True do metal conseguem manipular o fogo sem se queimar.

12. Inclua o máximo de vogais possíveis no nome da sua banda. Idealmente, será o mesmo nome do reino mágico sobre o qual vocês vão cantar.

13. Gettysburg não era um reino mágico. Que vergonha, Jon Schaffer!

14. Colocar o nome da sua banda como Spinefarm, Nuclear Blast ou Steamhammer não vai dar para vocês um contrato. Vocês vão ganhar, de fato, muito tráfego 
das suas .mp3’s...

15. ...e uma intimação para cancelamento de atividades.

16. Ou um processo por infringir leis de Copyright.

17. Às vezes, um coro não precisa ter uma letra ou um refrão. Apenas entoar um “ôôô ôôô ôôô” já é grandioso o suficiente para expressar seu fervor de batalha. Hammerfall são mestres nisso também.

18. Promo photos vêm em dois tipos: parados de camiseta parecendo uns idiotas, ou sendo banhados pela gloriosa luz do universo segurando espadas lá no alto, vestidos em robes dignas de um rei.

19. Clipes devem ser filmados na neve.

20. Falando nisso, você deveria ser congelado por fazer clipes tão ruins!

21. Se escolher aonde filmar um clipe tornar-se um problema, só filme a banda tocando a música em um armazém, floresta ou sala cheia de água.

22. Pelo quê você luta? For the king, for the land, for the mountains, for the green valleys where dragons fly, for the glory, the power to win the dark lord!

23. Sem contar o direito de poder compor um álbum baseado em algum filme podre de fantasia dos anos 80. Como é que “Willow na Terra da Magia” ainda não virou uma saga de 5 CD’s?

24. Sonata Arctica não é “Ice Metal”. Power Metal é a descrição mais sacrossanta que pode ser direcionada a uma banda; não é necessário esquentar a cabeça para criar um novo sub-gênero.

25. ESP e a Jackson irão fornecer suas guitarras...

26. ...como se alguém fosse realmente te patrocinar... tsc tsc tsc.

27. Nunca mude. Uma seqüência deve ser sonoramente idêntica ao seu álbum predecessor.

28. Primeiro passo: tangas.

29. Segundo passo: Montanhas.

30. Terceiro Passo: Viva como os bárbaros no meio do nada. Entre em contato com a natureza, Cace para comer, e deixe o “power of the dragonflame” queimar em seu coração!

31. Se você, de fato SENTIR o “power of the dragonflame” lhe queimando por dentro, recomendo sal de frutas.

32. Narração é uma ótima maneira de preencher aquelas partes em sua saga épica que ficam melhor em prosa do que em verso.

33. Contrate um narrador competende, embora... ninguém tenha feito isso ainda! Com exceção do Rhapsody que finalmente se tocou e contratou o Christopher Lee.

34. Não, Christopher Lee não vai fazer as narrações do seu álbum. Aumente alguns níveis e depois faça uma investida.

35. Iron Maiden  é o pai.

36. Dragonforce é o filho.

37. Tolkien é o espírito Santo.

38. Use “trigger” na bateria, a não ser que você tenha as mãos mais rápidas do mundo. (Eu ia fazer uma piada sobre batedores de carteira explicando o porquê de todos os brasileiros estarem em bandas de power metal, mas eu ia estar parecendo um palhaço etnocêntrico. Lembrem-se crianças, guerreiros True vêm em todas as cores, sexos e raças místicas.)

39. Toque tudo muito rápido, pelo simples fato de que é muito mais épico. Dragonforce, portanto, é a banda mais épica possível.

40. Se você insiste em criar um novo gênero, então escolha um nome extremamente épico como “Extreme Operatic Dragonslaying Symphonic Melodic Epic Heavy Hollywood Power Metal dos Onipotentes Deuses Guerreiros da Finlândia.'

41. Você definitivamente não é Power Metal “normal”

42. Hansi é deus.

43. Vocalistas não podem ter testículos, a não ser que eles sejam Hansi, porque ele é Deus.

44. Nunca se esqueça: você precisa cantar; eles não fazem rap na Terra-Média e Elfos de verdade não vociferam.

45. Orcs, porém, são excelentes vocalistas convidados.

46. Lembre-se de ter sempre listado como suas influências Iron Maiden, Helloween e Stratovarius.

47. Escute o Nightfall in Middle-Earth uma vez por dia.

48. Assista a todos os DVD’s de “O Senhor dos Anéis” pelo menos uma vez por semana.

49. Se você assistir a todas as versões estendidas do início ao fim, você pode se auto-proclamar épico, e desempregado.

50. Leia O Senhor dos Anéis a cada mês ou dois.

51. E o Silmarillion!

52. Para a aula de Literatura, entregue no trabalho final uma comparação entre as obras de Tolkien e as interpretações do Blind Guardian.

53. Faça de tudo para que as pessoas achem que você é gay. Armadura, tangas e pintura no rosto (NÃO corpse paint) colaboram muito pra isso. Para o modelo ideal, procure algumas fotos de Ronnie James Dio, o homem mais poderoso da história do Metal.

54. Você, definitivamente, NÃO É GAY!.

55. Independente do fato de você ser gay ou não (o que no caso você não é), você adora o Tuomas Holopainen E TAMBÉM Tarja Turunen.

56. Canções sobre amor são aceitáveis, mas tem que ser amor épico que envolva mortes e, com alguma sorte, dragões e/ou demônios.

57. Não faça músicas sobre sexo. Sexo não é muito épico.

58. Oceanborn é muito melhor que Once.

59. Gritos agudos são permitidos, mas são considerados Clamores de Batalha épicos.

60. JAMAIS se atreva a fazer um clipe bom!

61. todos os seus fãs querem que você grave um clipe com cenas de batalha.

62. Eles sempre ficarão decepcionados, embora eles apreciem o fato de você incluir no seu palco um dragão inflável de 13 metros de altura.

63. Batas são MUITO Metal.

64. Embora não tão Metal quanto uma cota de malha.

65. Você não pode pagar por uma cota de malha, portanto use um colete de Lurex prateado que você achou em um brechó fuleiro.

66. Hansi, perdoai Bal Sagoth, eles não sabem o que fazem...

67. Não faça distinções entre a sua vida normal e o personagem que você vive nos palcos. Embora andar por aí de armadura com espada em punho possa chamar uma quantidade de atenção meio desagradável, é uma ótima maneira de fazer propaganda, “Orgul Silverleaf, Orc Hunter: the Epic Quest, Volume XIII.”

68. Sobrepeso ou magro como uma taquara são conceitos que estão muito abaixo da sua luz, afinal de contas “O Metal nos faz ficar Fortões”

69. O Power Metal aceita músicas lentas que tornam-se rápidas, NUNCA o contrário. A não ser que a música tenha que baixar a velocidade para um uivo de lobo ou outro som épico ser audível.

70. Sente na frente do computador e fique horas escrevendo regras engraçadinhas do Power Metal. Isso atrai as mulheres, mesmo que você seja mulher também.

71. Compre seus CDs no Ebay. Lembre-se de que é o lugar mais fácil de achar aquele álbum importado com uma música extra, que por isso é muito mais épico (e caro) do que o álbum original.

72. Você não tem um fã-clube, você tem um exército

73. Mas é claro! Levando em conta que cada fã porta uma espada...

74. Uma banda que massacra unida, permanece unida. A não ser que vocês comecem a massacrar-se entre si. Mas até aí tudo bem afinal o Varg não toca Power Metal.

75. Interrompa de forma radical aquela sua balada com um solo de guitarra absurdamente ensurdecedor e maniacamente rápido. O que avacalharia com a música em condições normais é necessário aqui pra acordar metalheads que caíram no sono enquanto você cantava sobre quando você pegou a sua ex no flagra com aquela Câmera Digital do Gelo Eterno +2 em todos os atributos.

76. Seu álbum deve obrigatoriamente ocupar a capacidade máxima de 74 minutos de um CD. Um verdadeiro rei nórdico não aceita menos de um CD inteiro em sua homenagem.

77. Se você acha que não vai conseguir compor quase 80 minutos de solos absurdos e coros estoura-testículos, você pode inserir uma pausa do mais absolutamente nada no fim do CD.

78. GLOOOOOOOOORIA, GLORIA PERPEEEETUA!

79. Nunca faça turnê nos Estados Unidos.

80. Alegue que você nunca pôde fazer turnê nos Estados Unidos por problemas de passaporte, quando todos nós sabemos a verdade de que você não quer passar perto da terra que criou o Eminem.

81. Dê a idéia de que sua banda é um grupo de pessoas que tocam a música feita por uma só pessoa e que só essa pessoa tem opinião formada. Como de praxe, seus modelos devem ser Luca Turilli e Timo Tolkki.

82. Não seja Timo Tolkki.

83. Nunca produza merchandising decente. Seu logotipo fica legal nas capas dos álbuns, mas nas camisetas fica uma merda.

84. Mulheres cantam. Não é permitido a elas nenhum outro papel na banda. Isso é uma pena, afinal elas são as únicas pessoas na banda que ficam BEM de cabelo comprido.

85. Se a sua criatividade acabou, remasterize seu primeiro álbum. Ver regra #70

86. Falando em criatividade (que é uma coisa que não falta nunca nos Guerreiros True), se você não consegue bolar aquela elegia genial para sua princesa élfica do norte no final do CD, uma dica: não se constranja de começar ou terminar um refrão com “...on the Wings of a Dream”. A partir daí é só montar um quebra-cabeças complexo que é uma letra de Power Metal normal.

87. Depois de algumas cervas, “Reflexões de Ctulhu” parece um bom nome para um álbum conceitual.

88. Tremas aumentam sua credibilidade. Esforce-se para nascer num país onde eles são fundamentais no alfabeto.

89. Notas de encarte devem incluir desenhos originais ou fotos do seu guitarrista fazendo palhaçadas no backstage.

90. Algumas bandas são ambiguamente Power Metal, e ao invés disso são categorizadas como “Speed Metal” ou “Heavy Metal Clássico”. Embora você possa gostar deles, Se eles não puderem despir-se de preconceitos e vergonhas como um Guerreiro True, então eles não podem acompanhar você na sua “Saída de Campo”.

91. E quando eu digo “Saída de Campo” eu quero dizer “Correr como um louco em volta das árvores entoando gritos de guerra e tentando achar um elfo”.

92. Não ponha palavrões nas letras de um álbum, guarde todos para a comunicação com o povo nos shows.

93. Tenha sempre uma faixa de introdução. Isso significa ”um minuto de teclados que vão ficando gradualmente mais altos.”

94. Faixas instrumentais são limitadas a uma por álbum. Essa regra tem como base o fato de que as faixas instrumentais não avançam muito na sua história, a não ser que seu guerreiro Nórdico tem que provar sua bravura num concurso de tirolês contra o Lorde Negro e, se for esse o caso, faça um favor a todos e reescreva sua história.

95. Se você está desesperado por uma música extra, faça um cover do Iron Maiden.

96. Se você está MUITO desesperado por uma música extra, faça um cover dos Scorpions.

97. Cd’s duplos são épicos. O problema é que quase nunca os dois CD’s são bons.

98. Se você tem suspeitas sobre um amigo não ser um Guerreiro True, peça pra ele listar todos os projetos paralelos que o Alex Holzwarth tocou. Se o seu amigo não consegui dar todos os nomes, convoque uma demanda épica na busca por todos os álbums dos projetos para salvar seu amigo de uma dimensão maligna desprovida de Power Metal.

99. Se a sua mãe entrar no seu quarto enquanto você aplica sua pintura facial enquanto veste uma capa e uma tanga, eu não posso fazer nada pra te ajudar cara...

100. Ainda acho que acabou a criatividade de coisinhas engraçadas desde a última lista.

101. Mas devamos nos orgulhar por esse feito com 101 regras de extensão, afinal contribuições externas compuseram essa lista, e como todos nós sabemos, quanto mais gente de fora, mais épico!

REGRA BONUS RARA LANÇADA APENAS NO JAPÃO!

102. Grave seu álbum ao vivo no Japão, porque, honestamente, aonde diabos você acha que vai conseguir um estádio cheio para gravar um álbum ao vivo?

Fonte: Whiplash

ANDRE MATOS: O ROCK IN RIO SEGUNDO O MÚSICO

segunda-feira, junho 03, 2013

Em 1985, em pleno Rock in Rio, um garoto encarava o Iron Maiden no palco. Já nos primeiros acordes e luzes, um “clique” estava dado na cabeça do garoto: “é isso o que eu quero fazer”. Pra completar o pacote, poucos dias antes, o mesmo garoto havia recebido um convite para entrar em uma banda. O nome do garoto é Andre Matos e essa banda se chama Viper, que tocam juntos no Palco Sunset no dia 22.

Essas e outras histórias o site do Rock in Rio ouviu do próprio Andre Matos em sua visita ao Q.G. do festival. “Quando eu fui ao Rock in Rio e vi tudo aquilo, aquela música que eu era fã, não acreditei que era possível. Era algo surreal pro Brasil”, conta o vocalista.

Para o André, subir ao palco ao lado do Viper é mais que especial: “foi o Viper o começo de tudo. É emocionante fazer essa volta ao festival ao lado da banda. Pra mim, e eu levo isso muito a sério, é um novo começo de carreira”.

Pra isso, a dobradinha Matos+Viper promete um show forte. “Será um show intenso, pra manter o público aquecido do começo ao fim da apresentação”, diz André.

Além de ser parte de um show que tem tudo pra entrar pra história, o vocalista também recomenda o show do Krisiun ao lado do Destruction. “Krisiun é uma das bandas mais competentes. Vale a pena porque eles impressionam pelo nível técnico e de energia que eles colocam no palco. É muito legal.”

Não tem como negar: pra quem gosta de metal, todos os caminhos levam pro Rock in Rio. A gente se vê lá.

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS - CARIOCA CLUB - 18/052013

domingo, junho 02, 2013
Conhecida mundialmente, a banda Stratovarius retornou ao Brasil para uma única apresentação no Carioca Club. Formada em 1984, a banda finlandesa atualmente é composta por Timo Kotipelto nos vocais, Jens Johansson nos teclados, Matias Kupiainen na guitarra, Lauri Porra no baixo e Rolf Pilve na bateria, veio ao Brasil para divulgação de ‘Nemesis’, seu mais recente álbum.

Pontualmente às 19h a banda muito animada entrou ao palco e com o publico bem animado iniciaram “Abadon”, contando com um incrível solo de guitarra de Matias. “Speed of Light” iniciou com os carismáticos Lauri e Matias na frente do palco, fazendo caretas e brincando com seu público.  Timo então agradeceu seus fãs por ter comparecido ao show e anunciou seu mais novo single “Halcyon Days”, cantado por todo o público e foi prosseguido pela aclamada “Eternity”. Ainda antes  de um incrível solo de bateria realizado por Rolf, a banda executou “Dragons”, de seu álbum em divulgação, ‘Nemesis’.

Após o solo, a banda tocou “Eagleheart”, a conhecida “Fantasy” e a longa “Destiny”, essa última de seu homônimo álbum.  Após, Lauri iniciou um bom solo de baixo e ainda brincou com seu sobrenome, o conhecido jargão popular “Porra”, pronunciando diversas vezes  a frase ”Que Porra!”, durante as paradas do solo que, certamente alegrou ainda mais o show. O show prosseguiu com “The Kiss of Judas”, um curto solo de teclado executado por Jens e seu grande hit “Black Diamond”, um dos fortes momentos do show.

A banda saiu do palco e não demorou para retornar. Na volta, tocaram “If the Story Is Over”, “Will the Sun Rise?” e "Paradise", com todos saindo do palco novamente.

Segundos após essa segunda saída, a banda retornou para a execução da rápida " Unbreakable " e, agradecendo ao público pela incrível noite, a banda encerrou com seu grande sucesso " Hunting High and Low", que foi cantada juntamente com o público, em uníssono. Um belo show, que certamente ficará guardado na memória dos fãs que lotaram o Carioca Club.

SET LIST:

Intro
Abandon 
Speed of Light 
Halcyon Days 
Eternity 
Dragons 
Drum Solo 
Eagleheart 
Fantasy 
Destiny 
Bass Solo 
The Kiss of Judas 
Keyboard Solo 
Black Diamond

Encore:
If the Story Is Over 
Will the Sun Rise? 
Paradise

Encore 2:
Unbreakable 
Hunting High and Low

Agradecimentos à Heloísa Vidal da Brasil Music Press e a FreePass pela atenção e credenciamento.

Agradecimento Stratovarius Brasil: Rogério Talarico