SYMFONIA: AS EXIGÊNCIAS DE ANDRE MATOS PARA GRAVAR

quarta-feira, julho 31, 2013
O SYMFONIA, novo projeto de metal melódico apresentando ex-membros do HELLOWEEN, STRATOVARIUS, ANGRA e SONATA ARCTICA, entrou no Studiomega em Varberg, Suécia, no dia 25 de novembro (2010), para iniciar as gravações de 12 músicas que estarão no seu álbum inaugural. O lançamento está previsto para o dia 25 de março de 2011.

Em postagem no blog oficial do projeto, o guitarrista Timo Tolkki (ex-STRATOVARIUS) escreveu: “Eu e Andre [Matos, vocal] estamos aqui, no meio de uma floresta sueca, por uma semana, gravando os vocais. Nós alugamos uma cabana que fica no topo de uma montanha, com uma vista incrível. Se o estúdio de bateria era no meio do nada, este aqui nem se fala. As coisas estão indo tranquilas; temos um ótimo som vocal. Tivemos que por alguns cobertores nas paredes para deixar o lugar um pouco mais acústico. A cabana é levemente assombrada; o proprietário nos contou que um homem chamado Hans morreu aqui há 80 anos e pode ser visto por aí às vezes. Até agora, não o vimos.

As coisas ficaram um pouco difíceis no início, porque Andre vem cantando com uma peça de arte perto dele desde que deixou o ANGRA. É uma famosa pintura de Salvador Dali chamada ‘Madonna of Port Lligat’. Então, tivemos que transportá-la de São Paulo para ele e isso levou algum tempo. Andre é um grande fã de Dali, então eu entendo isso completamente. Ele também quer dois cactos e outros dois tipos de plantas no andar perto dele, onde está cantando.

Os dias estão cheios, escrevendo e reescrevendo letras, e gravando vocais em uma atmosfera muito boa. Escutando Beethoven e o analizando. Nós dois somos grandes fãs. O álbum está tomando forma em um caminho muito legal”.

TIMO TOLKKI: EXPLICANDO SUA DECEPÇÃO COM O SYMFONIA

quarta-feira, julho 31, 2013
Em entrevista ao Heavy Worlds, o guitarrista Timo Tolkki, falou sobre a sua decepção com o Symfonia (banda com participação do vocalista André Matos). De acordo com Timo, alguns membros não foram totalmente honestos quanto ao projeto. Ele ainda lembrou de seu ex-colega de banda Michael Kiske e declarou que se possível ainda desejaria fazer algum trabalho com o vocalista.

HW: O que doeu mais? Algum problema pessoal com os outros membros da banda?

Dói-me mais quando alguns jornalistas tentam obter respostas provocativas de mim, porque eles sabem que eu as vezes falo o que penso de forma muito direta. Brincadeirinha. Comecei a criar o Symfonia com grande entusiasmo, mas logo veio uma grande decepção. Levou seis meses para determinar o que realmente aconteceu. Tudo o que posso dizer é que alguns membros não se comportaram de forma totalmente honesta e que alguns outros membros da banda estavam esperando (somente) obter alguns ganhos monetários. É importante ser pago pelo seu trabalho, mas lidar com as realidades do negócio da música moderna, se a banda não vender discos o suficiente, não há dinheiro. Tenho certeza que o Andre Matos  vai conseguir muitos ganhos com sua carreira solo fora do Symfonia, apesar da situação do mercado não ajudar muito. Eu ainda gosto do álbum “In Paradisum” e eu usei mais de mil horas de trabalho para o planejamento, masterização, engenharia, mixagem e produção do álbum.

HW: Sua colaboração com Michael Kiske para Revolution Renaissance nos deu grandes momentos de música. Sua voz se encaixa perfeitamente com a música que você escreve. Você já tentou pedir-lhe para se juntar ao SYMFONIA?

Eu não acho que ele teria aceitado. Michael segue seu próprio caminho e com razão. O que você pode dizer sobre o cara? Se os anjos têm uma voz humana, essa voz seria provavelmente a sua. Eu ainda espero que no futuro possamos fazer algo juntos. Uma faixa ou duas. Desejo-lhe tudo de melhor em sua vida.

A entrevista na íntegra pode ser lida no link abaixo (em italiano).


VOCALISTA DO STRATOVARIUS RECEBEU FEZES DE FÃ BRASILEIRO

quarta-feira, julho 31, 2013
As coisas andam feias para a nova formação do Stratovarius. O novo line-up mal foi anunciado e as manifestações contrárias continuam. A seguinte mensagem foi postada por Timo Tolkki no site oficial da banda: (http://www.stratovarius.com)

O Fórum do Stratovarius foi desativado porque dois indivíduos enviaram emails para a polícia finlandesa nos acusando de apoiarmos o nazìsmo. Isso é ridículo e o que eu tenho a dizer para esses idiotas é: FUCK OFF!!!

O Fórum tem sildo alvo de ataques calculados por pessoas que querem literalmente destruir o site. Nós estamos tomando as medidas legais cabíveis contra essas pessoas. Eles são simpatizantes do nazismo e enviaram e-mails calculados algum tempo depois de sermos acusados de discursos racistas.

Stratovarius nunca apoiou e nunca apoiará formas de violência física. Podemos quebrar banheiros, quartos de hotel, ou até pisar em locais proibidos, mas nunca encorajaremos altos de violência contra seres humanos. Somos partes da raça humana!

E o problema não se resume a somente este email. Eu recebi cerca de 40 cartas escritas a mão, mensagens de ódio. MISS K (a nova vocalista) recebeu mais e ainda pior: a pior maneira de ofensa. Um pacote vindo do Brasil contendo MERDA... Obrigado do fundo de nossos corações embriagados.

Ainda não encontrei um substituto para Anders Johansson (Hammerfall), que demiti do Stratovarius algumas semanas atrás.

Há uma forte candidata ao posto e quando eu tiver em mãos seu material promocional tomarei a decisão. O Stratovarius pode ter uma baterista sim. Ela detona muitos traseiros!!!

As músicas de "PopKiller" (o suposto novo cd a ser lançado em 2005) estão prontas e estão detonando tudo. Lembram-me os tempos do PANTERA, mas com mais melodia.

Em aproximadamente uma semana viajarei para Alemanha para começarmos os ensaios para o PIORNO ROCK festival (um dos primeiros shows pendentes com o antigo line-up.

Kotipelto ainda não se pronunciou sobre isso, mas não creio que ele venha aos ensaios. Eu o encontrei no Tavastia Clube aonde eu vi um grande show da banda THUNDERSTONE. Estes caras são loucos. Sabem o que eles fazem? Eles têm um ritual chamado "Eskimo Kisses", no qual dois membros da banda ficam enconstando seus testículos um no outro. Fico imaginando porque na Terra alguém faria isso.

Mas voltando ao assunto, encontrei Kotipelto e tentei falar com ele, mas ele saiu fora. Admito que estava bebâdo como um porco e mal podia falar. Tenho estudado sobre Wilhelm Reich (escritor especializado em sexualidade), amigo. Vocês deviam ver o que é escrito, mas tenho lido sobre "A Revolução Sexual", "Facismo" e assuntos sobre "Genitality" (estudo do prazer).

Excelentes livros. Bem... é isso aí pessoal, cuidem-se bem.

Timo Tolkki

Fonte: Whiplash

FABIO LIONE: SUA OPINIÃO SOBRE DIVERSOS VOCALISTAS FAMOSOS

sexta-feira, julho 26, 2013

Certa vez, no antigo site da banda EXAWATT, o vocalista Fabio Lione (RHAPSODY OF FIRE) respondeu algumas perguntas deixadas pelos fãs e entre elas havia uma que perguntava a opinião dele com relação a alguns vocalistas.

Fábio qual é a sua opinião a respeito dos 10 mais famosos vocalistas do heavy metal e suas técnicas? Como: Bruce Dickinson (IRON MAIDEN), Timo Kotipelto (STRATOVARIUS), Geoff Tate (QUEENSRYCHE), André Matos (atual SYMFONIA), Michael Kiske (AVANTASIA, KISKE/SOMERVILLE, ex-HELLOWEEN), Eric Adams (MANOWAR), Rob Halford (HALFORD, ex-JUDAS PRIEST), Ralf Scheepers (PRIMAL FEAR, ex-GAMMA RAY) e KING DIAMOND.

Lione: Esses 10 vocalistas são realmente bons, mas e Sebastian Bach (ex-SKID ROW)? [David] Coverdale (WHITESNAKE, ex-DEEP PURPLE)? Midnight (falecido vocalista do CRISMON GLORY) Ray Alder (FATES WARNING)? [James] LaBrie (DREAM THEATER)? Em minha opinião estes 5 estão no top 10! Em todo caso...

BRUCE DICKINSON
“Ele é um grande vocalista e um grande cara! Muito poderoso... alcance muito grande, o verdadeiro frontman! Gosto bastante dele por conta de seu modo agressivo, pois ele canta, geralmente, com a voz “verdadeira” (quase nunca em ‘falsetto’) e isto é ótimo!”

TIMO KOTIPELTO
“Ele realmente é um profissional Ótimo frontman, ótimo alcance (notas muito altas com ‘head voice’ e ‘falsetto’). Uma pessoa muito legal e gosta de bodka! Então... ótimo! Hehe”

RONNIE JAMES DIO
“Um ‘animal! No bom sentindo… ele é ótimo, ótima voz (e sempre canta com a voz verdadeira!). Poderoso e energético. Ele tem um ótimo ‘toque’ em músicas lentas, e em minha opinião isto é a particularidade que um grande vocalista deve ter!“

GEOFF TATE
“O “MAESTRO”… um dos melhores de todos os tempos! Sua voz é única, grande alcance (tons baixos, médios e altos), realmente poderoso, realmente expressivo, em minha opinião seu estilo é variado e completo... provavelmente meu canto favorito! (e ele fuma um bocado! hehe) junto com [Freddie] Mercury (QUEEN) eu posso usar a palavra ‘magnético’”.

ANDRÉ MATOS
“Ele é um vocalista realmente particular, expressivo (ótimo ‘head voice’ e ‘falsetto’), ótimo frontman, cara legal, um dos melhores dos novos vocalistas, com certeza! Ele gosta de [Freddie] Mercury (QUEEN) então ele está ‘certo’!”

MICHAEL KISKE
“Uma ‘lenda’! Ele é excelente, ótimo tipo de voz, poderoso (provavelmente a melhor head-falsetto!). Ótima voz também nas músicas lentas e refinada (claro, ele é como Geoff [Tate], então..)”

ERIC ADAMS
“A ‘história’. Ele e realmente bom, em músicas lentas sua voz é absolutamente impressionante (às vezes ele parece um ator), e nas músicas pesadas ele é realmente poderoso, seu modo de gritar é ótimo, ele é também um grande frontman e ele tem o charme...”

ROB HALFORD
Ótimo frontman, realmente ótimo alcance (ótimos agudos) característico, expressivo (também em músicas lentas). A voz do heavy metal!

RALF SCHEEPERS
“Outro ótimo vocalista, realmente poderoso, ótimo frontman (ele ‘ama’ o JUDAS PRIEST e você pode ouvir isto, mas ele é pessoal em seu estilo, ele deveria cantar no JUDAS, mas tenho que dizer que eu também gosto de Owens) [N.T.: na época Owens era vocal do Judas, hoje ele canta com YNGWIE MALMSTEEN] ótimos agudos e ótimo cara.”

KING DIAMOND
“Um vocalista realmente particular, ele canta quase tudo em ‘falsetto’, mas ele é ótimo, pois tem seu próprio estilo, característico, este é um tipo de vocalista que é realmente único, ótimo frontman.”

Fonte: Whiplash

STRATOVARIUS: RESPOSTA DE JENS JOHANSSON AO GUITARRISTA TIMO TOLKKI

quinta-feira, julho 25, 2013
Ontem o ex-guitarrista do Stratovarius Timo Tolkki publicou em sua conta oficial do facebook, sobre a atual formação da banda. Fazendo comparações entre dois tempos (passado e presente do Stratovarius).

Leia abaixo a resposta de Jens Johansson na íntegra sobre o pensamento de Tolkki:

"Eu fiquei sabendo que Timo T (ex-guitarrista e ex-mentor do Stratovarius) andou na ativa nas últimas noites postando na sua conta do Facebook sobre a banda, e como o seu longo período como líder da banda terminou. E é claro que eu não me importei,  liberdade de expressão com anúncios para todos no facebook... inclusive para mim.

Eu só vou por alguns pensamentos meus aqui.

Não há nenhuma maneira de “escolher” entre a banda de antigamente e a de hoje, ao invés de simplesmente escolher o que foi gravado. A antiga formação não tem como se juntar de novo. Você pode imaginar que isso foi um ovo que foi quebrado e remexido. Você não pode ter o ovo de volta de nenhuma maneira.

Ainda bem que música continua, e está ai para todos escutarem, e eu sou orgulhoso do trabalho que nós fizemos naqueles tempos, mas eles chegaram ao fim e agora nós temos algo diferente com muita energia nova e novas ideias. A banda não vai simplesmente jogar Matias fora que nem um lixo. E de qualquer maneira, Jörg não está interessado em voltar para a banda assim como Matias não está em ir embora. Não haverá nenhuma “reunião” não interessa o quanto ele se arrepende do que fez e não interessa o quanto ele escreva que quer uma reunião.

b) A segunda coisa é em relação a todas as coisas estranhas que Timo postou na internet em 2003-2004 que causou muito drama com os fãs naquela época. (Alguns leitores mais jovens aqui provavelmente sequer lembram ou sabem sobre isso, o que é OK). É um pouco estranho que Timo reivindica de ter sido o líder e mentor da banda, mas quando se trata daquele problema de repente ele não foi tão responsável. Não é assim que eu lembro que foi, ele realmente era o líder da banda naquele tempo e toda aquela merda foi seu plano.

Aquela foi uma longa história e eu não acho que precisa de mais atenção do que já teve. Timo fez várias coisas similares depois, com o mesmo padrão, mas menos efeito porque teve menos fãs para ele provocar. 

c) A terceira coisa é sobre como e porque ele saiu. Essa é uma história meio longa também. Eu também vejo sendo como uma razão racional, chamada “dinheiro”. O que é OK, naquele tempo ele fez alguns, nós perdemos alguns, nós tentamos resolver a bagunça financeira que ele causou. Eu penso nisso como a água de baixo de uma ponte, especialmente por causa que o resultado foi três ótimos álbuns com muito mais para vir. A morte de uma coisa dá a oportunidade do nascimento de outra coisa.

Normalmente nós não comentamos muito dessas coisas, e não é para cobrir ou por vergonha, mas porque nós seguimos em frente e não precisamos de atenção. Nós estamos fazendo música e isso nos dá atenção o suficiente.

Eu, como normalmente, estou falando unicamente por mim e NÃO É nenhum pronunciamento oficial da banda, isso é tudo que eu tenho tempo para falar sobre isso agora... pelo menos eu não fiz você perder seu tempo com um monte de texto eh!"


Tradução: Marina Cruzeiro

Fonte: Facebook

O POWER METAL DE TIMO KOTIPELTO, DO STRATOVARIUS

quinta-feira, julho 25, 2013
Por Nanci Dainezi

Num grande caldeirão, misture pitadas de fantasia, viagens oníricas, teclados insanos, solos de guitarra, coro e vozes com ares épicos e acrescente uma boa dose de modernidade, com batidas pesadas e riffs clássicos. Assim você obterá Nemesis, o mais novo trabalho da banda finlandesa de power metal Stratovarius.

Com um nome que remete à mitologia grega ou ao espaço infinito, o 14º álbum de estúdio da banda está repleto de canções vibrantes e letras carregadas de positividade, uma marca já registrada do grupo e facilmente reconhecida por seus fãs.

Em entrevista exclusiva para o SaraivaConteúdo, o líder e vocalista do Stratovarius, Timo Kotipelto, explica o conceito geral do novo trabalho e fala também sobre os apreciadores do estilo power metal. “São pessoas que se alimentam das canções, que usam a música para renovar suas energias”, afirma.

Nemesis mantém as mensagens positivas nas letras, de modo semelhante aos trabalhos anteriores do Stratovarius?

Timo. Sim, tanto na sonoridade quanto nas letras. Como fazemos músicas que não são exatamente para dormir (risos), acredito que as canções que escolhemos para compor os álbuns são complementos perfeitos para a vida de quem gosta de power metal. Na sonoridade, elas trazem energia por conta dos hits pesados e solos de guitarra vigorosos, sempre presentes desde o primeiro álbum da banda e que continuam agora no Nemesis, acrescidos de uma técnica mais apurada, com elementos eletrônicos e a modernidade das batidas do novo baterista (Rolf Pilve), além das boas melodias, que sempre transmitem positividade.

Fale um pouco sobre o conceito geral do novo álbum e sobre as músicas que o compõem.

Timo. As letras das músicas do Nemesis foram escritas por cinco pessoas diferentes e, portanto, abordam assuntos diversos. Algumas letras têm interligação entre si e, de forma geral, trazem à tona temas como resistência, fantasia, luta, esperança e o modo como vemos a vida. Na faixa “Abandon”, que tem poderosos solos de guitarra, é contada a história de uma pessoa que surta e acaba fugindo dela mesma para sobreviver. Em “Stand My Ground”, que é bem potente, o assunto principal é a resistência de permanecer com as próprias opiniões e em não aceitar palpites alheios.


Já “Out Of The Fog”, também potente e agressiva, narra a saga de jovens soldados que marcham para a guerra, para o desconhecido, por ordem (ou ganância) de outros e não por suas próprias crenças, mas que mesmo assim são implacáveis e seguem seus caminhos. “Castles in the Air” e “Dragons” têm um certo ar épico, fantasioso, mas ao mesmo tempo incitam à ação para mudar uma situação negativa.

Você disse que algumas músicas deste novo álbum têm interligação entre si. Então, pode-se dizer que elas formam uma história completa de esperança, com Nemesis sendo a deusa da vingança ou justiça (da mitologia)?

Timo. De forma geral, não existe um conceito único para este álbum. Ele não conta apenas uma história, mas várias histórias separadas, que transmitem mensagens diferentes, mas sempre de positividade. Quanto à escolha do nome, embora alguns falem que Nemesis se refere à estrela companheira do Sol (da astronomia), para mim, e até também por conta da arte da capa; ela é a deusa que traz a justiça, fazendo com que os anjos punam com a morte as pessoas más que maltratam a mãe natureza, o que de certa maneira já está acontecendo na Terra com a aparição de catástrofes, furações, etc. Talvez a mensagem embutida nisso pudesse ser a de que deveríamos cuidar melhor de nosso planeta, coisa que não estamos fazendo tão bem ultimamente.


Como você define o público que curte o Stratovarius?

Timo. É uma boa pergunta. Sou mais apto a definir como são os vocalistas de power metal após um show (risos, simulando dor de garganta), mas de qualquer forma vou tentar. Eu acredito que o público que gosta desse estilo de som, que surgiu como uma vertente do heavy metal, não é do tipo deprimido, que sofre por amor ou fica chorando pelos cantos. São pessoas que se alimentam das canções, que usam a música para renovar suas energias, que vão a shows e saem cheios de entusiasmo, prontos para enfrentar mais uma semana de trabalho ou estudo, por exemplo. Alguns fãs, inclusive, já me falaram: “Suas melodias realmente me animaram”. É fantástico!

Com relação à receptividade, você sente alguma diferença entre os públicos dos países pelos quais passou?

Timo. De jeito nenhum. Em todos os países, os fãs nos recebem muito bem, de um modo vibrante, mesmo em lugares que nunca havíamos passado antes, como por exemplo o Paraguai, onde estivemos pouco antes de desembarcar no Brasil (confesso que tive de procurar no mapa onde exatamente ficava esse país, pois eu não conhecia), mas a receptividade foi surpreendente, até pelo número de fãs que temos por lá.

O Stratovarius lançou recentemente o novo álbum Nemesis, composto de 11 faixas (veja abaixo), com duas bônus (“Fireborn” e “Hunter”). Já a versão japonesa contém uma faixa a mais (“Kill It With Fire”).

1. Abandon
2. Unbreakable
3. Stand My Ground
4. Halcyon Days
5. Fantasy
6. Out Of The Fog
7. Castles In The Air
8. Dragons
9. One Must Fall
10. If The Story Is Over
11. Nemesis
11. Fireborn (bônus)
12. Hunter (bônus)
13. Kill It With Fire (bônus incluso somente no álbum japonês)

TIMO TOLKKI: GUITARRISTA VOLTA A FALAR DE NOVA FORMAÇÃO DO STRATOVARIUS

quarta-feira, julho 24, 2013

Confira abaixo post do ex-guitarrista do Stratovarius falando novamente da nova formação da banda, publicado em seu perfil oficial do facebook:

"Eu gostaria de agradecer a todos que responderam a minha simples questão de qual lineup preferem. Como normalmente, as respostas eram bastante claras que a maioria respondeu sobre o lineup clássico, algumas pessoas me chamaram de demônio e que eu matei a banda, algumas pessoas dizem que sou egocêntrico, algumas pessoas perguntam por que isso tem que ser conversado.

Essa última é na verdade bastante interessante porque você não tem essa resistência para conversar sobre isso de outras bandas. Você pode facilmente perguntar sem nenhuma raiva ou ódio se você prefere Helloween ou Gamma Ray e você não iria receber respostas como as com tanto ódio que eu recebi.

Há muitas coisas no Stratovarius que as pessoas não sabem nada a respeito. É interessante ver essa resistência em conversar sobre “os tempos antigos”.  No meu mundo, se alguém tem essa resistência para falar sobre algo ou algo não pode ser dito, então claramente precisa ser dito e deve ser conversado.

Minha imagem pública sofreu muito no grande golpe, em 2004, no qual eu encabecei, mas no qual toda a banda e o cabeça da Sanctuary Records Berlin, agora produtor do Stratovarius, Antje Lange, participaram. Até o dia de hoje, ninguém tinha comentado esses eventos, exceto que fui eu quem agiu sozinho, como um plano monumental com fotos de esfaqueamento em estúdio mandados para a mídia do escritório da Sanctuary, tendo uma cantora mulher e tudo o mais que aconteceu, possa ser possível ser feito por um único homem sozinho e ainda manter a banda junta. E claro que não é possível.

Para mim isso realmente importa porque eu tomei a responsabilidade sobre a questão e me desculpei publicamente para os fãs do Stratovarius. Mas eu fui o único. Para uma descrição mais detalhada do que realmente aconteceu, você pode ir para o meu website e ler lá. Eu iria gostar muito: www.tolkki.org/faq.

Algumas pessoas dizem que isso não importa mais, mas eu discordo. Aqueles eventos ainda afetam os dias de hoje, como facilmente dá para se ver pelas diversidades das respostas.

Ainda é muito interessante de ver a resistência que o antigo lineup do Stratovarius “não deve ser discutido”, inclusive prevenido. Eu me pergunto o porquê disso. Não há nada que não possa ser discutido. E do meu ponto de vista, esses eventos afetaram monumentalmente a minha imagem pública. As razões da minha saída você também pode ler no FAQ. Elas são todas razões racionais.

Falando sobre razões, ano que vem fará 30 anos quando Tuomo Lassila formou o Stratovarius em 1984. Eu me juntei a eles 2 meses depois (mesmo que para algumas pessoas isso seja uma razão para não me chamar de “membro original”). Muito contra a opinião geral, Tuomo Lassila e Antti Ikonen nunca foram demitidos. Eles foram embora porque eles não viam a música que eu estava compondo para o álbum Episode como algo que eles poderiam gostar. Então nós nos separamos e até hoje nós continuamos amigos. Aquela formação pode ser discutida sem nenhum ódio. Mas a formação clássica não pode. E ainda 95% das pessoas que responderam, escolheram a formação clássica como sua preferida.

Minha própria opinião é que a banda está fazendo música hoje com o apelido Stratovarius, que não tem nada que ver com Stratovarius. Não musicalmente, não com as letras ou por outra maneira. Quando 60% dos membros chave foram trocados e a direção musical mudou para influências dubstep, etc, nós não estamos mais falando de Stratovarius. Não é sobre evolução, é uma banda completamente nova com 2 membros da formação clássica e 3 caras que são 25 anos mais novos que os outros dois membros.

Portanto essa formação não representa o legado do Stratovarius de nenhuma maneira. E esse nome vem com um grande legado. E esse legado não pode simplesmente ser ignorado.

Há algumas pessoas que pensam que eu não tenho o direito de opinião na mídia e que de alguma forma eu quero destruir a atual formação. E na verdade é o inverso. Eu sou quem fez com que fosse possível para eles tocarem sob o apelido de “Stratovarius” e eles, naturalmente, tentaram ser os mais silenciosos o possível sobre o golpe publicitário e sobre os “velhos tempos”. Mas isso não é possível. Não é possível ser silenciosos sobre os “velhos tempos”. Como você poderia ser?  Foi isso que fez a banda vender mais de 2 milhões de álbuns entre 2003-2006. Isso e os 10 anos antes disso que são o legado do Stratovarius que não pode ser ignorado. E se ninguém irá fazer, então eu vou me certificar que isso não irá acontecer. Eu posso ver o modo comercial da atual formação em nem sequer mencionar nas entrevistas os álbuns como o Episode, Visions, Destiny e Infinite e assim, mesmo depois de todos esses anos, cerca de 65% das suas setlists consistem em músicas destes álbuns. Minhas músicas. Eu posso entender que faz sentido em ter uma estratégia em que os “velhos tempos” são esquecidos. Mas isso não funciona dessa maneira.

Agora algumas pessoas dizem que “eu deveria seguir em frente”. Mas eu fiz isso. Depois de sair do Strato 5 anos atrás, eu tenho sido bem produtivo e tenho feito vários álbuns com diferentes estilos musicais. Que eu, de vez em quando, provoco algumas coisas nas entrevistas, e isso é apenas meu estilo. Eu acho que isso as deixa mais interessantes do que: “sim, eu acho que esse é o nosso melhor álbum”. Essas mesmas pessoas que reclamam sobre essas entrevistas são as mesmas que ligam o computador de manhã para ver se tem mais algumas provocações. É isso que acontece.

Então sim, eu segui em frente e eu estou bem feliz e confortável na minha vida. Eu estou fazendo músicas o tempo todo no meu próprio estúdio e produzo e componho para algumas pessoas e bandas. Eu recém terminei de compor para o próximo projeto Allen/Lande, no qual eu compus, mixei e produzi.

Eu sou capaz de fazer coisas realmente muito legais com o Avalon, o qual realmente se tornou um grande sucesso. Então tudo isso faz minha vida ter conteúdo e paz.

Mas tem uma coisa acima de tudo. E isso é meu direito como ser humano de falar/escrever minha opinião sem ser atacado com ódio. Para sempre eu vou manter esse direito e protegê-lo, amá-lo.

Se você não entende que o que eu escrevo é apenas a minha opinião, então você está me fazendo maior do que eu realmente sou. Porque eu ainda sou o mesmo cara de 1984 quando eu entrei no Stratovarius. Eu só sou apenas menos ingênuo. Dinheiro comanda o jogo, mas não é o mais importante para mim. Ele vem se ele vier. Eu tenho grande satisfação quando eu pego a guitarra, como quando eu tinha 14 anos, e ainda tenho o mesmo sentimento de energia e felicidade. Por isso eu continuo fazendo isso. Porque eu nasci para fazer isso. Se você discorda, eu posso apenas pedir que você escute algo do meu catálogo de mais de 400 músicas e depois volte. Mas você não precisa fazer isso.

Então você pode considerar esse post e os outros abaixo como um grão de sal. Eles realmente não significam muita coisa. São apenas minha opinião, nada mais. De qualquer maneira, faça o que você quiser, quando você quiser, com quem você quiser. Você é livre. Mas entenda que para mim, liberdade é a coisa mais importante. O dia que eu perder isso, será o dia que eu morrer.

E eu não vejo isso chegando em um futuro próximo porque eu vou viver uma vida longa e feliz e vou fazer muito mais músicas no futuro e talvez, também, uma tour.

Se você chegou tão longe, ou você me odeia ou me ama. Para cada um eu quero dizer obrigado por tudo que você fez por mim e pela minha carreira musical. Obrigado por comprar meus álbuns e me apoiar, especialmente nos momentos em que eu pensei que era o fim.  Eu devo tudo para vocês. E isso é algo que eu não encaro com leveza. Obrigado.

Jollas, 24 de Julho de 2013, Timo"

Tradução: Marina Cruzeiro

Fonte: Facebook

STRATOVARIUS: BANDA É ENTREVISTADA PELA REVISTA ALEMÃ METAL HAMMER

sexta-feira, julho 12, 2013


A revista alemã Metal Hammer recentemente conduziu uma entrevista com o tecladista Jens Johansson e com o vocalista Timo Kotipelto da banda finlandesa/sueca de metal STRATOVARIUS. Você pode ver a conversa abaixo.

O último álbum do STRATOVARIUS, “Nemesis”, foi lançado via earMUSIC. Saudado pela mídia como “o melhor álbum do STRATOVARIUS em muitos, muitos anos” pela Metal Hammer da Alemanha, “uma coleção das melhores músicas da banda que você nunca tinha ouvido até agora” pela Metal Underground dos Estados Unidos e “o mais forte álbum do STRATOVARIUS desde o início do século” pela KaaosZine da Finlândia, o STRATOVARIUS mais uma vez capaz de manter sua reputação como um dos principais nomes do gênero Metal, mais uma vez excedendo as expectativas dos fãs e críticos e se posicionando em vários charts pelo mundo: na Finlândia em #3, República Tcheca em #12, Suíça em #30, Espanha em #32, Alemanha em #41, Suécia em #44, França em #56, Noruega em #56, Áustria em #62 e Canadá em #126.

“Nemesis” tem um som mais sombrio e moderno comparado ao último álbum da banda, “Elysium”. Mostra claramente o quanto a banda amadureceu e cresceu como compositores. Ao mesmo tempo, a banda focou toda a sua atenção e trabalho para criar e gravar “Nemesis”. O vocalista Timo Kotipelto passou três semanas gravando os vocais em uma casa de campo no interior da Finlândia.

Faixas do “Nemesis”:

01. Abandon

02. Unbreakable

03. Stand My Ground

04. Halcyon Days

05. Fantasy

06. Out Of The Fog

07. Castles In The Air

08. Dragons

09. One Must Fall

10. If The Story Is Over

11. Nemesis

Em junho de 2012, STRATOVARIUS anunciou a entrada do novo baterista, Rolf Pilve, na banda.

Tradução: Marina Cruzeiro

Fonte: BLABBERMOUTH.NET

STRATOVARIUS - NEMESIS (2013)

segunda-feira, julho 08, 2013
Em qual momento da história acontece a evolução? Esse processo é gradual e, muitas vezes, lento demais para que se consiga acompanhar. Em outras ocasiões, podemos estabelecer exatamente o meta-evento que representa o salto de qualidade de qualquer objeto ou, no caso, de uma banda. O Stratovarius passou por altos e baixos extremos na sua carreira, sendo a saída do líder e guitarrista da banda, Timo Tolkki, o maior golpe sofrido - talvez não tão grande quanto as tentativas de suicídio corporativo que o próprio Tolkki aplicou na banda, em seus últimos anos, mais sobre isso na resenha do álbum Polaris, disponível aqui. O lançamento de Nemesis foi antecedido por mais uma baixa significativa na banda. O baterista e amigo de longa-data Jörg Michael, que recentemente venceu uma batalha contra o câncer decidiu deixar o cargo, assumido pelo jovem alemão Rölf Pilve.

Nemesis, na mitologia grega, é o nome dado à deusa da vingança, provável explicação para a flamejante capa do álbum, que, em minha opinião, lembra algumas capas do Altaria e não é um dos pontos altos do disco, reflete um epicismo que não encontramos aqui, como já houve em outros momentos, especialmente na dupla de Elements. Mas, como o que interessa está por dentro do material, acredito que os finlandeses chegaram a um ponto decisivo e fundamental na sua carreira. 

Se falamos de evolução, precisamos compreender como ela acontece. A maior parte das bandas que procura se reinventar, repetindo sua própria fórmula à exaustão, acabam cometendo autofagia e se destruindo por repetição, cansando o ouvinte. O primeiro passo do Stratovarius rumo à evolução, se encontra nas guitarras. A banda nasceu e evoluiu focado no instrumento, sob a batuta do louquinho Timo Tolkki, desde sua entrada, Matias Kupiainen começou a envolver-se apenas lentamente no processo de composição, até aqui. Abandon já apresenta um som de guitarra muito mais condensado e sólido, bem mais do que nos álbuns anteriores, em que se ouvia uma guitarra meio frouxa e sem participação. Stand my Ground tem uma guitarra tão diferenciada, que chega a nos lembrar algo do Thrash. Unbreakable, primeiro single, volta a uma pegada mais tradicional do Stratovarius, com som de piano e uma pegada cadenciada, mas a guitarra mais áspera ainda está lá.

O segundo aspecto da evolução do Stratovarius, parece ter a ver com a turnê do álbum Elysium, feita com a banda Amaranthe. Trata-se de uma banda controversa, que se enquadra dentro de algo como "Modern Melodic  Death Metal", sendo, na verdade um "Dubstep Commercial Fake Metal". Opiniões à parte, a turnê influenciou o som do Stratovarius em Nemesis, pois podemos identificar, em diversos momentos, batidas eletrônicas e modernas, vindas de efeitos e dos teclados sempre presentes de Jens Johansson. Isso pode parecer ruim, mas não se alarme pois, mesmo ensopada de efeitos eletrônicos, Halcyon Days é a melhor canção do disco e, uma das melhores do Stratovarius em anos. Dragons, com mais um refrão esplêndido, é outra faixa que se banha na poça eletrônica na qual Johansson se diverte como uma criança. O sueco é um música espetacular, o mais técnico e preciso, e o mais participativo na banda, atualmente.

m terceiro e último ponto importante, que nos fazem afirmar que o Stratovarius evoluiu é o fato de que a banda não esqueceu quem era. Oras, soando bem mais pesada, soando menos épica e mais pop, pode até parecer que não soa como Stratovarius. Mas soa. Lauri Porra e o novato Pilve colaboram para isso, mantendo uma cozinha coesa e que não inventa. Mas é o sempre maravilhoso Timo Kotipelto que não deixa a peteca cair em momento algum, seja nas já citadas inovações, ou em temas mais "stratovarianos". É o caso da já citada Unbreakable, mas, especialmente, do outro ponto alto do disco, Fantasy. Vale ressaltar ainda, uma balada, outra marca registrada da banda, no caso If the Story is Over - composição de Jani Liimatainen, parceiro de Kotipelto no Blackoustic e no Cain's Offering, e ex-guitarrista do Sonata Arctica. A faixa épica também ainda está lá, mas mais contida dessa vez, com apenas sete minutos, tratando-se da faixa título.

Nemesis apresenta um Stratovarius que cresceu, se desenvolveu, quase morreu, mas ressurgiu e, mais importante, evoluiu. É uma banda mais coesa, mais pesada, mas que não perde o rumo e nem abandona o Power Metal. Se você deixou o Stratovarius de lado, essa é a hora de dar mais uma chance à banda. Não vai se arrepender, é um dos melhores da banda e um dos melhores do ano.

Nota 9/10

REVIEW: STRATOVARIUS + BANDAS DE SUPORTE – ATENAS – GRÉCIA

sexta-feira, julho 05, 2013

Sete anos depois da sua última performance na Grécia e com várias mudanças indo e vindo na banda, a banda de Power Metal finlandesa Stratovarius, amada pela multidão grega, retornou para fazer um show inteiro (sem contar a sua performance com o Helloween dois anos atrás, que foi cheia de problemas e eu intencionalmente a evitei, pois não gostaria de vê-los como uma banda de abertura, tocando por menos de uma hora). O último álbum “Nemesis” fez com que até mesmo os fãs que os esqueceram entrarem no Gagarin e dá-los uma última chance, e eles com certeza saíram satisfeitos.
The Silent Rage foi a banda que abriu o show, com Steve Venardo como novo vocalista e já que eu os vi várias vezes, eu devo admitir que ele se encaixa na banda, especialmente nesta forma mais agressiva que eles vem seguindo (e que eles devem fazer, pois afinal de contas, Power Metal DEVE ser rápido, pesado e agressivo). As duas novas músicas que eles tocaram são de um nível melhor que as antigas, que continuam ótimas, mas a banda parece se desenvolver. Se o som no início não os ferrassem, nós estaríamos falando de uma performance quase perfeita. O novo baterista é excepcional, tirando o fato que ele não conseguiu ser ouvido tão alto quando deveria ter sido. O novo line-up parece ter impulsionado a banda. Vamos ver se o seu próximo álbum, “Inner Scars” irá justificar as expectativas que nós temos para eles.

Secret Illusion, por sua vez, é uma banda da qual eu recentemente fiz um review e estava curioso para ver como eles seriam ao vivo. Fato 1: Eles tiveram o melhor som da noite (melhor até que o do Stratovarius). Fato 2: o vocalista é INACREDITÁVEL. Esse cara não entende o que estúdio e palco significam, com certeza ele é muito importante para a banda, ele parece ser capaz de cantar tudo. Eles tocaram músicas do seu álbum e do seu EP, com “Echoes In The Shadows”, “Point Of No Return” e a última “Silent Voices” sendo as melhores do set. Infelizmente o teclado, as vezes, preenchia o som da guitarra, que deveria ser mais alto (como no seu álbum), mas a banda fez uma grande performance. A única coisa necessária para o seu próximo álbum é um toque mais pesado nas músicas, eles tem todo o resto que é necessário para ser muito bom.

Stratovarius fez a segunda melhor performance das quatro que eu já presenciei até agora, simplesmente porque parece que tem uma atmosfera familiar dentro da banda, algo que certamente faltava em 2006 quando você conseguia ver eles não falando entre eles mesmos. Aqui eu devo pessoalmente parabenizar Timo Tolkki por dar os direitos da banda aos outros membros e se afastar, foi o melhor para todos. Matias Kupiainen nas guitarras é a razão da ressurreição da banda nos últimos três álbuns (“Polaris”, “Elysium” e “Nemesis”) e embora ele não tenha dado o mesmo som, dá para ver que ele é um ótimo guitarrista e substituiu perfeitamente o vazio do Tolkki.

A real surpresa foi a performance do novo baterista, Rolf Pilve. Esse cara realmente sabe detonar na bateria e por mais estranho que possa ter sido, eu não pensei no Jörg Michael e na sua ausência em nenhum momento. Lauri Porra no baixo já tinha mostrado sua resistência com a banda e se encaixa perfeitamente na parte de ritmo. Para os dois membros antigos, Jens Johansson sempre será a primeira pessoa que vem na minha cabeça quando nós falamos de teclados (eu me apaixonei por seu modo de tocar desde os tempos do Malmsteen, então minha opinião pode ser parcial) e por último, mas não menos importante, Timo Kotipelto, que continua um grande vocalista nos seus 44 anos de idade é a razão da qual nós continuamos vendo a banda ativa.

O setlist começou com “Abandon”, e rapidamente passou para “Speed of Light” do seu, certamente, melhor álbum “Episode” (nenhuma pergunta sobre isso), “Halcyon Days” seguindo (melhor música do “Nemesis”) e “The Kiss of Judas”, nos lembrando quantas músicas ótimas eles escreveram na época. “Dragons” foi outra nova, seguida por um solo de bateria desnecessário, mas “Eagleheart”, “Fantasy” (outra ótima música nova) e a surpresa de “Destiny” (composição de dez minutos) trouxe todas as possíveis questões para as performances da banda omitir sem pensar duas vezes.

Um solo de baixo de Porra (melhor que o solo de Pilve, pelo menos) antes de outra surpresa com “Distant Skies” e a maravilhosa jóia de “Black Diamond” nos mostrando que não importa o quanto outras bandas tentem, elas NUNCA irão escrever tais músicas. Outra nova com “If The Story Is Over” e “Against The Wind” (irrelevante, mas é a música de Heavy Metal preferida da minha mãe), levando as pessoas à loucura, antes de fecharem com “Unbreakable” (melhor música que o Eurovision poderia ter ter, mas não tenta, sério) e, claro, “Hunting High And Low” para o final, com a banda brincando com a platéia sobre o quão alto eles poderiam cantar.


No final, os fãs estavam mais que satisfeitos, a banda ganhou todas a impressões e carinho das 600 pessoas que estavam dentro do Gagarin, o coro “Stratovarius, Stratovarius” no final nos lembrou um pouco de 1997, quando eles gravaram o seu álbum ao vivo na Grécia. Dezesseis anos se passaram desde então, mas a banda no seu segundo nascimento provou que o seu passado não foi só uma questão de sorte. Para o final, eu vou apenas fechar dizendo que eu não troco os 100 minutos que eles tocaram nem por 1000 minutos de um combinado ao vivo que poderia ter Blind Guardian, Helloween, Gamma Ray, Running Wild e todas as outras

bandas de metal européias (exceto pelo Rage, talvez). Os finaldeses continuam brilhando no escuro. Vamos torcer para que dure por muitos anos mais.

Review: Aggelos “Redneck” Katsouras

Fotos: Andreas Denwar

Tradução: Marina Cruzeiro

Fonte: Metal Paths

STRATOVARIUS: ANUNCIADA PRIMEIRA TURNÊ NA AUSTRÁLIA

terça-feira, julho 02, 2013

A banda finlandesa de metal Stratovarius estará visitando a Austrália pela primeira vez em outubro para duas apresentações especiais.

A veterana banda, há quase três décadas, explodindo a sua própria marca de poder e de metal sinfônico e consolidando-se como um dos equipamentos que conduz através desses gêneros.

Os fãs podem esperar um pouco de tudo quando batem Melbourne e Sydney no final do ano, com o conjunto de banda para executar o material fora de seu mais recente álbum de lançamento Nemesis, mais um monte de suas outras faixas bem conhecidas. Eles vão também ser suportados pelo metal local, atua Eyefear e Darker Half nos shows.

Os bilhetes antecipados estão disponíveis desde quarta-feira 26 de junho, com o resto à venda a partir de segunda-feira 1 de Julho.



Fonte: The Music

TUSKA OPEN AIR METAL FESTIVAL 2013: FESTIVAL REÚNE 25 000 METALHEADS

terça-feira, julho 02, 2013

De acordo com o Tuska Open Air Festival XVI, o anual Tuska Open Air Metal Festival em Suvilahti, Helsinki, Finlândia, reuniu 25 000 fanáticos de metal ao longo de 3 dias.

Alguns dos destaques do fim de semana incluiu o lendário King Diamond, os thrash titãs Testament e Kreator, bem como Nightwish, com o seu conjunto completo de concluir o festival na noite de domingo.

Os finlandeses recém chegados Lost Society e Santa Cruz provaram ser a conversa do fim de semana, mostrando que o futuro da música finlandesa pesada parece extremamente brilhante.

Tuska organização gostaria de agradecer a todos os artistas, público, funcionários e moradores locais. Esta foi uma boa.